A morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes, conhecido como Sicário e apontado como operador ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, está provocando forte repercussão política e levantando questionamentos sobre o andamento das investigações envolvendo o chamado caso Master.
Sicário morreu na noite desta sexta-feira em Belo Horizonte. A defesa confirmou que o quadro clínico evoluiu a óbito às 18h55, após atendimento médico. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal.
Segundo fontes da Polícia Federal, ele teria tentado tirar a própria vida dentro da cela onde estava preso, na Superintendência da PF em Minas Gerais, utilizando a própria camisa.
Câmeras de segurança teriam registrado o momento. Agentes conseguiram interromper a ação e iniciaram o atendimento de emergência, encaminhando o detento ao hospital. Mesmo assim, ele não resistiu.
A morte ocorre em meio a uma série de revelações envolvendo o caso Master, que já colocou empresários, autoridades e investigações sensíveis no centro de um dos debates mais explosivos da política brasileira.
Nos bastidores de Brasília, a pergunta que começa a circular é inevitável: o que Sicário ainda poderia revelar nas investigações?
Para analistas políticos, o episódio pode aumentar ainda mais a pressão por transparência nas apurações conduzidas pela Polícia Federal.
O caso também ocorre em meio ao clima de tensão envolvendo a CPMI do INSS, vazamentos de informações e disputas institucionais que vêm marcando o cenário político nacional.
A morte de uma figura considerada peça-chave na investigação pode mudar o rumo das apurações ou apenas aprofundar as dúvidas que já cercam o caso.