O Ministério das Relações Exteriores dos Estados Unidos para a Venezuela (VAU), sediado na embaixada americana em Bogotá, reiterou nesta quinta-feira (21) a recomendação para que cidadãos norte-americanos não viajem nem permaneçam em território venezuelano.
O comunicado reforça o alerta emitido em maio, que cita riscos como prisões arbitrárias, tortura sob custódia, terrorismo, sequestros, crimes violentos, abusos policiais e instabilidade civil. Desde 2019, Washington retirou todo o seu corpo diplomático da Venezuela e mantém o aviso em vigor.
A nova manifestação ocorre em meio a um cenário de forte tensão política e militar. Na terça-feira (19), a Casa Branca afirmou estar pronta para “usar todo o seu poder” contra cartéis de drogas da América Latina, incluindo Nicolás Maduro, acusado de liderar o Cartel de los Soles.
Segundo o Pentágono, navios de guerra da Marinha americana já se concentram no Caribe e três destróieres, com poder bélico superior a toda a frota venezuelana, estão próximos à costa do país. Até domingo, um esquadrão anfíbio com mais de 4,5 mil marinheiros deve se posicionar na região.
Em resposta, Nicolás Maduro convocou milhões de milicianos para ocupar as ruas e reforçar a defesa do território, além de solicitar apoio de grupos aliados de outros países da América Latina.