quinta, 29 de outubro de 2026
Geral
29/10/2026 | 17:36

Alta do dólar leva proprietários de aeronaves a rever custos e planejar mobilidade para 2027

Venda do avião, compra de cotas, táxi aéreo e geração de receita com a própria aeronave estão entre as alternativas para adequar despesas à frequência de uso.
 
A alta do dólar e as incertezas sobre custos tributários estão levando proprietários de aeronaves executivas a reavaliar suas estratégias de mobilidade para 2027. Despesas com manutenção, seguros, treinamento de tripulantes e outros serviços são influenciadas pela moeda americana, mesmo quando o avião permanece parado.
 
Segundo a Solojet Shares, empresa que atua no compartilhamento, táxi aéreo e compra e venda de aeronaves, a escolha do modelo mais adequado depende principalmente da frequência de utilização e das necessidades de deslocamento de cada proprietário.
 
Qual alternativa faz mais sentido?
 
De acordo com a empresa, para quem voa até 40 horas por ano, o táxi aéreo pode ser uma opção mais econômica. Para uma demanda próxima de 100 horas anuais, a aquisição de uma cota de aeronave pode oferecer acesso compartilhado e disponibilidade. Já para quem utiliza o avião com maior frequência, a propriedade exclusiva pode continuar sendo considerada.
 
Outra possibilidade é vender a aeronave para liberar capital. A Solojet Shares informa que oferece avaliação gratuita em até 48 horas e acesso a potenciais compradores no Brasil e nos Estados Unidos. O avião também pode permanecer no hangar da empresa, em Jundiaí (SP), enquanto é oferecido ao mercado.
 
Aeronave própria pode gerar receita
 
Quem deseja manter o avião também pode avaliar a possibilidade de integrá-lo à operação de táxi aéreo, utilizando períodos em que estaria parado para realizar voos comerciais e gerar receita que ajude a cobrir despesas.
 
A Solojet Aviação afirma que pretende triplicar sua frota de táxi aéreo até o fim de 2026.
 
Outro ponto de atenção é a Reforma Tributária. A possibilidade de cobrança de IPVA sobre aeronaves a partir de 2027 também entrou no planejamento dos proprietários. Conforme a Emenda Constitucional mencionada pela empresa, aeronaves utilizadas em serviços aéreos sob as condições previstas na legislação, como o táxi aéreo certificado, podem estar abrangidas pela isenção.
 
Para André Bernstein, CEO da Solojet Shares, a decisão depende do perfil de cada proprietário e exige uma análise dos custos, da frequência de uso e das necessidades futuras.
 
Você acredita que vale mais a pena manter um avião próprio ou recorrer ao compartilhamento e ao táxi aéreo?
 
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#AviaçãoExecutiva #MercadoAeronáutico #Economia

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