A confirmação de focos da doença de Newcastle no Oeste de Santa Catarina exige atenção das autoridades sanitárias, mas não representa risco ao consumo de carne de frango, peru e ovos provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção oficial. A orientação é da presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), Aletéia Balestrin.
Três focos foram identificados no Oeste catarinense
O primeiro caso foi confirmado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em 18 de outubro, em uma criação comercial de perus de corte em Nova Itaberaba. Posteriormente, outros dois focos foram identificados em Coronel Freitas e Nova Erechim, dentro da área de restrição estabelecida pelas autoridades sanitárias.
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa entre aves domésticas e silvestres. Pode provocar sintomas respiratórios, neurológicos e digestivos, além de mortalidade elevada nos plantéis, exigindo medidas rigorosas de controle sanitário.
O consumidor pode continuar comendo frango, peru e ovos?
Segundo Aletéia Balestrin, os produtos avícolas provenientes de estabelecimentos inspecionados permanecem seguros para o consumo.
“É natural que uma notícia dessa natureza cause preocupação, mas o consumidor precisa receber informação técnica e correta”, destaca a presidente do Nucleovet.
O Mapa e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) também orientam que não há transmissão da doença pelo consumo de alimentos. Em humanos, o risco é considerado baixo e está associado principalmente ao contato direto com aves infectadas, podendo provocar conjuntivite.
Medidas sanitárias buscam conter a doença
Após a confirmação do primeiro foco, foi declarado estado de emergência zoossanitária por 60 dias em Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
As medidas incluem vigilância epidemiológica, controle da movimentação de animais, eliminação das aves nos estabelecimentos afetados e procedimentos de limpeza e desinfecção para evitar a disseminação do vírus.
A presidente do Nucleovet ressalta que os protocolos sanitários buscam impedir que animais de propriedades afetadas ingressem na cadeia de consumo e proteger os demais plantéis.
Informação é essencial para evitar preocupações desnecessárias
Além de destacar a segurança dos alimentos inspecionados, Aletéia recomenda que os consumidores observem a procedência dos produtos e procurem os selos oficiais de inspeção sanitária.
Frango e peru são fontes de proteínas, vitaminas e minerais e podem continuar fazendo parte da alimentação, desde que observadas as condições adequadas de conservação e preparo.
Você sabia que a doença de Newcastle afeta principalmente as aves e não é transmitida pelo consumo de carne ou ovos? Deixe sua opinião nos comentários.
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