Reeleito governador de Santa Catarina no primeiro turno com 68,98% dos votos válidos, Jorginho Mello ainda não entrou de vez na montagem do próximo governo. Segundo análise do jornalista político Prisco Paraíso, a prioridade neste momento é outra: ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial.
Flávio obteve 66,65% dos votos válidos em Santa Catarina no primeiro turno, contra 25,04% de Lula. A meta política atribuída ao grupo de Jorginho é tentar levar esse desempenho para perto de 75% no Estado.
A estratégia também envolve articulação regional com Sergio Moro, no Paraná, e Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul. A intenção é ampliar a diferença de votos conquistada por Flávio em toda a Região Sul, onde ele abriu vantagem superior a 5 milhões de votos no primeiro turno.
Enquanto isso, as conversas sobre o secretariado ficam em segundo plano. De acordo com Prisco, Jorginho pretende deixar as principais definições para depois do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.
Uma decisão, porém, já foi anunciada: Marilisa Boehm será secretária de Segurança Pública no próximo governo. A atual vice-governadora, delegada aposentada, teve o nome confirmado pelo próprio Jorginho após a eleição.
Outros nomes, como Cleverson Siewert, aparecem nas articulações para continuidade na equipe, mas ainda sem anúncio definitivo.
A composição do novo governo também pode ter reflexos em Brasília e na Assembleia. Eventuais convocações de parlamentares eleitos para secretarias abririam espaço para suplentes, movimentando novamente o tabuleiro político catarinense.
Na avaliação de Prisco Paraíso, a ordem definida por Jorginho está clara: primeiro, atuar para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro; depois, fechar a equipe que comandará Santa Catarina no próximo mandato.
#JorginhoMello #Eleições2026 #JBTV