quinta, 13 de agosto de 2026
Saúde
13/08/2026 | 07:00

Aleitamento materno faz diferença para toda a vida do recém-nascido

Foto: Rodrigo Corrêa / Agência Alesc
 
A sessão plenária desta quarta-feira (12) abriu espaço para o médico pediatra Cecim El Achkar falar do Agosto Dourado, reconhecido pela Lei 16.906/2016 como mês de valorização do aleitamento materno.
 
Conhecido como Tio Cecim, ele preside a Associação Brasileira da Amamentação e estabeleceu, desde 2014, sólida parceria com o Parlamento catarinense, onde este ano, em abril, foi realizado o 8º Congresso do Aleitamento Materno, sempre reunindo grande número de interessados, entre pediatras, profissionais de saúde e mães de recém-nascidos.
 
O médico defende a necessidade de ser criada uma rede de apoio para mães em situação de vulnerabilidade, “como já existe em vários países”, onde uma profissional experiente auxilia a mulher que amamenta a organizar sua rotina por um tempo mínimo de 40 dias, para que ela possa assumir uma função vital para a saúde futura de seu filho.
 
Mães modernas têm imensos desafios
Cecim entende que a mãe da atualidade é uma mulher com muita atividade social, tem vida acadêmica, trabalha e em determinado momento tem sua rotina alterada pela maternidade, “bem diferente das mães do século passado, que foram moldadas como esposas e donas de casa”.
 
Por isso, o médico apregoa que a mãe que amamenta precisa ter uma rede de apoio, contando com o auxílio do
 
40
dias
“A amamentação exige ao menos 40 dias de dedicação exclusiva e muito descanso. É uma atividade física de alta performance, como maratona a cada dia”
, explica.
 
Para o pediatra, “crianças amamentadas terão menos dificuldades e mais facilidades para enfrentar suas dificuldades”.
 
Ele afirma que o aleitamento faz diferença significativa mesmo para crianças com problemas neurológicos. As vantagens não se restringem à alimentação e têm reflexos para os vínculos emocionais e um futuro mais saudável.
 
Luto dos três meses
Tio Cecim também defende a amamentação como forma de o bebê superar o que chama de “luto dos três meses”, quando usualmente o recém-nascido passa por um período em que costuma chorar mais, o que sempre foi atribuído às cólicas.
 
“Eu sempre defendi que é uma fase em que o bebê vive o luto pelo distanciamento do útero materno, onde vivia numa zona de absoluto conforto”.
 
“Por isso a importância de a mãe acalentar, conversar com seu bebê, para confortá-lo, especialmente durante a amamentação”, explica o pediatra, que recomenda o total distanciamento do telefone celular durante esses momentos únicos da maternidade.
 
“Quando um bebê nasce, ele sai do paraíso, sofre um trauma ao deixar o útero materno, por ter que vestir roupas, mudar a rotina. Daí a importância do aleitamento, do aconchego, da relação olho no olho entre mãe e filho”.

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