Uma megaoperação federal desmantelou uma rede criminosa de extração e comércio ilegal de palmito-juçara no Vale do Itajaí, revelando um grave cenário ambiental e sanitário. Batizada de “Operação Euterpe 2025”, a ação foi conduzida pelo Ibama e pelo ICMBio, resultando em R$ 321,9 mil em multas e na apreensão de maquinários e produtos ilegais.
A fiscalização percorreu nove municípios catarinenses, incluindo Blumenau, Brusque e Rio do Sul, com o objetivo de combater o corte ilegal da palmeira Euterpe edulis, espécie nativa da Mata Atlântica e ameaçada de extinção. Segundo os agentes, o grupo criminoso realizava o abate da planta em áreas de floresta, transportando o palmito sem documentação e revendendo o produto de forma clandestina.
Além do impacto ambiental, a operação expôs um verdadeiro “caos sanitário”: fábricas de conserva funcionavam em condições precárias de higiene, com o palmito sendo envasado em vidros sem rótulo e sem controle de qualidade, oferecendo risco à saúde pública. De acordo com os fiscais, o consumo desse tipo de produto pode causar doenças graves, como o botulismo.
Durante as diligências, as equipes também apreenderam aves silvestres em cativeiro ilegal e destruíram grandes quantidades de material irregular. Toda a documentação das autuações foi encaminhada ao Ministério Público Federal, que deve acompanhar o andamento das investigações.