terça, 30 de junho de 2026
Saúde
23/05/2026 | 07:00

Cresce ocupação em UTIs da região por causa da Síndrome Respiratória Aguda Grave

A Secretaria Municipal de Saúde enfatiza que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção aos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A doença tem elevado as internações em UTIs. Os dados recentes apontam que o Hospital Infantil Pequeno Anjo (HIPA) apresenta 73% de ocupação dos leitos de UTI por casos de SRAG e 58% das enfermarias ocupadas por pacientes com síndromes respiratórias.
 
Já no Hospital Marieta Konder Bornhausen (HMMKB), a ocupação relacionada à SRAG é de 3% na UTI e 1% nas enfermarias. Na rede privada, a UNIMED registra 17% de ocupação das enfermarias por casos respiratórios graves.
 
Os números acendem um alerta, especialmente neste período de maior circulação de vírus respiratórios, quando aumentam os casos de gripe, influenza e outras infecções que podem evoluir para quadros graves, principalmente em crianças, idosos e pessoas com comorbidades.
 
A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de evitar internações, agravamentos e mortes causadas pelas doenças respiratórias. A imunização ajuda a reduzir a circulação dos vírus e protege não apenas quem recebe a vacina, mas toda a comunidade. Até 29 de maio, as vacinas estão sendo aplicadas nas unidades de saúde para os grupos prioritários. A partir do dia 1º, a vacinação será aberta a toda a população.
 
A vacina contra a Influenza está disponível para os grupos de rotina e especiais. No grupo de rotina, a vacinação é destinada a crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes em qualquer idade gestacional e idosos a partir de 60 anos.
 
Já no grupo especial, fazem parte puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde, professores do ensino básico e superior, profissionais das forças de segurança, salvamento e forças armadas, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário urbano e de longo curso, trabalhadores portuários e dos Correios, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, além de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade.
 
A orientação é que as pessoas procurem as unidades de saúde e mantenham a carteira de vacinação atualizada, especialmente os grupos prioritários. Além da vacina, medidas simples, como higienização frequente das mãos, uso de álcool em gel e evitar contato em caso de sintomas gripais, também ajudam na prevenção.

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