Olho no calendário
Já estamos nos aproximando da segunda quinzena de janeiro. Fevereiro é mês de carnaval.
A partir daí, é contagem literalmente regressiva para o início da pré-campanha que se dará com o final do prazo da janela partidária que coincidirá com o prazo fatal das desincompatibilizações, especialmente daqueles governadores e prefeitos que vão bater em retirada para enfrentar as eleições.
Ratinho Júnior, que já está no segundo mandato, assim como Ronaldo Caiado, de Paraná e Goiás, eles necessariamente vão renunciar porque senão concorrerem à Presidência vão ao Senado da República. Romeu Zema, igualmente, em Minas Gerais.
Agora o mesmo não serve para a Tarcísio de Freitas. Ele está no primeiro mandato. Se ele não renunciar, é porque é candidato à reeleição.
Projeção
Então a definição terá como prazo definitivo o 4 de abril para o governador paulista. Ele vai à cabeça com Flávio Bolsonaro de vice ou Michelle Bolsonaro ou vai mesmo à reeleição? E a partir do dia 5 de abril, é o prazo do início da pré-campanha que vai até 5 de agosto.
Prazo fatal. Vejam que estamos com vários prazos definitivos. Sobretudo para as convenções homologatórias das candidaturas, sejam proporcionais ou majoritárias.
Período de bastidores
De modo que teremos de 5 de abril a maio, junho, julho, agosto, quatro meses de pré-campanha. E depois, aí, mês e meio, mês e meio de campanha, propriamente eleitoral, quase dois meses, já que a eleição está marcada para 5 de outubro. Isso no primeiro turno.
Caminho
Jorginho Mello está no primeiro mandato. É candidato natural à reeleição.
Não se trata de desincompatibilização. Essa alcança, sim, os prefeitos lembrados para uma eventual participação majoritária. Ambos, claro, em segundo mandato.
Dois nomes
Adriano Silva, reeleito com quase 80% dos votos em Joinville, maior cidade catarinense, tanto no contexto econômico quanto populacional e eleitoral. Assim como João Rodrigues, reconduzido com mais de 80% em Chapecó, Capital do oeste. Vão renunciar, não vão? Adriano é pouco provável.
De cima
Só com o Romeu Zema de candidato à Presidência é que o joinvilense partiria para um desafio e tanto. O que é improvável. O mineiro é o nome dos sonhos para compor de vice de todos aqueles que eventualmente homologarem em sua candidatura à Presidência da República. Seja Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado ou Ratinho Júnior.
Patinando
Essa que é a grande verdade. E, de outro lado, João Rodrigues, do PSD. PSD que torce o nariz para o seu projeto, que não saiu do chão até hoje.
O falastrão do oeste é candidato já há praticamente quase dois anos. E continua patinando. Não tem envergadura, não tem embocadura de uma candidatura majoritária.
Não tem tamanho. Essa é a realidade. Nem sob o aspecto intelectual, nem sob o aspecto ético.
Tendência
Mas a tendência é que ele renuncie. Por quê? Não concorrendo ao governo, na medida em que existe a possibilidade de o PSD acertar os ponteiros e apoiar a reeleição de Jorginho Mello, João Rodrigues acabará candidato a federal. Está no quarto mandato como prefeito, é bem verdade.
Histórico
E só completou o primeiro lá atrás. No segundo ficou um ano e pouco. Agora completou o terceiro, mas também já está querendo desembarcar após um ano e pouco no quarto.
Então, se somar tudo, na verdade são dois mandatos e meio como prefeito. Mas, certamente, não tem mais elã para ser prefeito. Tanto é que muitas reclamações começam a aparecer com relação à gestão em Chapecó.
Sobra
Na pior da hipóteses, Rodrigues é candidato a federal. E se elege bem. Sem dúvida nenhuma.
Com grandes perspectivas, não só de eleição, como de puxar mais um deputado federal pelo PSD. 2026 chegou!