O cenário político catarinense ganhou um novo nível de tensão. João Rodrigues anunciou que vai deixar a prefeitura de Chapecó no dia 23 de março de 2026 para disputar o comando do Estado. Segundo ele, depois de mobilizar multidões nos eventos do PSD pelo interior, “não tem mais volta”.
No encontro estadual do partido, em São José, Rodrigues elevou o tom contra o governo Jorginho Melo ao questionar o saldo de R$ 15 bilhões em caixa enquanto a população em situação de rua cresce na Capital. Para o pré-candidato, o problema não é falta de recursos, mas ausência de gestão e projeto.
A noite também teve recados claros para dentro e fora da base governista. Rodrigues afagou a deputada federal Caroline de Toni, que estuda deixar o PL para disputar o Senado, e disse que ela “tem preparo e merece protagonismo”, acenando diretamente para trazê-la ao PSD.
O presidente da Alesc, Júlio Garcia, reforçou a unidade interna e declarou apoio total ao projeto. Prefeitos de cidades estratégicas também endossaram a pré-candidatura, afastando qualquer dúvida sobre o nome escolhido pelo partido.
Com a data da renúncia definida e o PSD mobilizado, a disputa pelo governo de 2026 passa oficialmente a ter um novo protagonista — e um novo ponto de conflito no tabuleiro catarinense.