A disputa nos bastidores do Senado voltou a esquentar após o líder do governo afirmar que não vê tempo hábil para votar ainda este ano a indicação de Messias para o Tribunal de Contas da União. A declaração, que pegou aliados de surpresa, ampliou a tensão entre o Planalto e o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre.
Segundo o governo, o impasse teria sido provocado por um “erro de comunicação”. Nos corredores, porém, parlamentares admitem que o clima é de irritação e que a disputa interna ameaça travar votações importantes no fim do ano legislativo.
A demora para avançar com a indicação de Messias abre espaço para disputas políticas e pressões de diferentes blocos, enquanto a base tenta reorganizar os votos para evitar desgaste ainda maior. O governo teme novo efeito dominó caso o conflito evolua no plenário.
A própria interlocução entre líderes tem sido apontada como falha — e esse ruído levou a um dos maiores atritos recentes no Senado, justamente em um momento em que o Planalto tenta recompor alianças e consolidar força institucional.