A assinatura do contrato que oficializa a cessão do imóvel por 20 anos, para o município de Itajaí é uma conquista histórica. O Casarão Heusi, antigo prédio da Polícia Federal, que fica na Rua XV de Novembro, pertence ao Governo Federal. O espaço estava desocupado há anos, tomado por mato e sendo invadido por moradores de rua.
A conquista é resultado da união de esforços da Superintendente Administrativa das Fundações, Anna Carolina Martins, junto com a equipe da PEMI - Planejamento Estratégico do Município de Itajaí e diretoria da Fundação Cultural, que desde o início do ano mantêm contato com a União para que o imóvel fosse destinado ao município para ser utilizado pelo Conservatório de Música Popular de Itajaí, reconhecido nacionalmente pela excelência na formação musical e que atende gratuitamente cerca de 200 alunos.
“Uma casa tão bonita, sem uso e no coração da cidade, não fazia sentido. Essa é uma conquista enorme para a cultura de Itajaí. Estamos devolvendo vida a um espaço histórico, que agora será símbolo de educação, arte e inclusão. O Conservatório, que já foi na Casa da Cultura, e agora está na Universidade, finalmente terá um lugar adequado para continuar crescendo. Com isso, ganham os artistas, ganha a cultura e principalmente a nossa Itajaí", destaca a Superintendente Administrativa das Fundações, Anna Carolina Martins.
O espaço passará por melhorias para receber, já no primeiro semestre de 2026, o Conservatório de Música Popular de Itajaí Carlinhos Niehues em sua sede própria.
“É um grande presente nesse final de ano, em que o Conservatório completa 18 anos de fundação. O Conservatório de Música Popular de Itajaí é muito mais que uma escola, é um centro de formação artística, cultural e cidadã que transforma vidas. Ter uma sede própria é essencial para garantir autonomia, estrutura adequada e condições dignas para o ensino, prática e difusão da música. É um passo vital para que o Conservatório continue crescendo e cumprindo sua missão social e cultural”, explica a Diretora do Conservatório de Música Popular, Liza Amaral.
Com o atendimento em espaço compartilhado, o Conservatório enfrenta limitações que afetam a autonomia administrativa e pedagógica, organização do calendário letivo e o uso adequado de salas e equipamentos. Com uma sede, o Conservatório poderá organizar melhor as atividades, ter salas adequadas para as aulas, um auditório para apresentações, biblioteca acessível, locais para ensaio dos grupos musicais, além de uma secretaria e espaço para guardar os instrumentos. Ter uma sede também dá mais identidade e segurança para a instituição tem um papel importante na cultura da cidade e do estado.