segunda, 29 de junho de 2026
Política
10/11/2025 | 11:01

A polêmica sobre a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado em Santa Catarina cresce e expõe o xadrez político entre Jorginho Mello, Esperidião Amin e o próprio clã Bolsonaro

Opinião Carlos Bittencourt.

A disputa pelas duas vagas ao Senado por Santa Catarina em 2026 virou um verdadeiro campo de guerra política dentro da direita catarinense. A intenção do presidente Jair Bolsonaro de lançar o filho Carlos Bolsonaro como candidato pelo Partido Liberal (PL) movimentou os bastidores e revelou o tamanho da divisão interna entre bolsonaristas ideológicos e governistas pragmáticos.
 
Segundo fontes próximas ao Planalto, a vontade de Jair Bolsonaro — e também da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro — é ver a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) como uma das candidatas ao Senado, formando uma dobradinha com Carlos Bolsonaro. A ideia seria unir carisma, fidelidade ideológica e força eleitoral, consolidando Santa Catarina como o principal reduto do bolsonarismo no país.
 
Mas a equação ficou mais complexa depois que o governador Jorginho Mello (PL) manteve sua decisão de apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin (PP). O gesto é interpretado como uma troca estratégica, já que o governador busca garantir o apoio do PP e do União Brasil (UB) em sua campanha de reeleição ao governo estadual, especialmente no tempo de televisão e nas alianças partidárias.
 
O problema é que Esperidião Amin também esteve com Bolsonaro, em uma visita recente que terminou com sinais de simpatia do presidente à sua reeleição, algo que irritou parte da base do PL e deixou Caroline de Toni em posição delicada.
 
Fontes próximas à deputada confirmam que caso o governador mantenha o apoio formal a Amin, Caroline pretende deixar o PL e buscar outra legenda para lançar sua candidatura ao Senado, mantendo o discurso fiel à família Bolsonaro.
 
Nos bastidores, já se fala em uma possível migração de Caroline para um partido mais ideológico, caso o impasse não seja resolvido até o início de 2026.
 
Na prática, o que se vê é um racha aberto entre lealdade e conveniência: enquanto Carlos Bolsonaro tenta consolidar seu nome com apoio direto do pai, Jorginho Mello aposta no pragmatismo das alianças, e Esperidião Amin joga com a tradição e a influência que ainda exerce no cenário catarinense.
 
Santa Catarina se transformou novamente no epicentro das disputas internas da direita brasileira — onde todos querem o mesmo selo: a bênção de Bolsonaro.
 
E no fim das contas, a pergunta que domina os bastidores é simples, mas explosiva: quem Bolsonaro realmente vai ungir para o Senado em 2026 — o aliado de conveniência ou o fiel da trincheira? 👇

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