O encontro entre o governador Jorginho Mello (PL) e o presidente Jair Bolsonaro (PL), realizado na tarde desta quarta-feira (22) em Brasília, terminou com clima tenso e poucas declarações à imprensa. A reunião, que durou cerca de uma hora e meia, contou também com a presença do vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) e teve como pauta principal a formação da chapa ao Senado em Santa Catarina.
Segundo apurações de bastidores, Bolsonaro não estava em plena disposição física — sofrendo com crises de soluço —, mas ainda assim manteve a conversa com o governador. O clima foi descrito como “delicado”, e as divergências políticas ficaram evidentes.
Jorginho Mello reafirmou que pretende manter o senador Esperidião Amin (PP) na aliança, justificando a decisão pela necessidade do tempo de TV da Federação União Progressista. Bolsonaro, por sua vez, demonstrou insatisfação com a exclusão da deputada Caroline De Toni (PL) do projeto, e questionou diretamente o governador sobre sua ausência na chapa.
O governador teria respondido que “Carol é uma querida”, mas reforçou que não quer uma chapa pura do PL, descartando a parlamentar tanto para o Senado quanto para a vaga de vice. Bolsonaro, então, reagiu afirmando que irá apoiar Caroline De Toni, mesmo que ela mude de partido, deixando claro que pretende manter a deputada entre suas principais apostas nacionais.
No fim do encontro, Jorginho resumiu o impasse em uma frase:
“Ele indica um, e eu indico o outro.”
Mas o semblante sério do governador ao gravar o vídeo posterior à reunião deixou claro: a conversa não saiu como ele esperava.
O que se vê agora é um PL dividido em Santa Catarina, com Bolsonaro apostando em Caroline De Toni e Jorginho Mello tentando preservar seu espaço com Esperidião Amin e aliados locais. O embate, que começou nos bastidores, promete reverberar com força nas eleições de 2026.