segunda, 09 de fevereiro de 2026
Brasil
27/09/2025 | 17:18

STJ não proibiu prefeitos de usar redes sociais, mas Fecam alerta: “Cuidado para não confundir público com privado”

A polêmica tomou conta das prefeituras catarinenses nos últimos dias: teria o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibido prefeitos e prefeitas de usar suas redes sociais pessoais para divulgar ações de governo?
 
A resposta é não. Quem garante é a própria Federação Catarinense de Municípios (Fecam). Em nota oficial, o consultor jurídico Luiz Magno explicou que a decisão do STJ não trata de uma proibição geral, mas sim de um caso específico envolvendo o prefeito de São Paulo.
 
Segundo ele, o tribunal apenas reconheceu que havia indícios de que publicidade institucional — sem caráter educativo, informativo ou de utilidade pública — foi vinculada a perfil pessoal, e por isso o Ministério Público deveria investigar. “O STJ não disse que isso não pode. O que o STJ disse é que existiriam elementos que poderiam caracterizar improbidade administrativa, razão pela qual o Ministério Público tinha o dever de investigar”, destacou.
 
A Fecam reforça que prefeitos podem seguir utilizando suas redes, mas com dois cuidados essenciais:
1. Perfis pessoais não podem ser abastecidos com dinheiro público.
2. A comunicação oficial da prefeitura não pode se confundir com promoção pessoal do gestor.
 
O recado é claro: redes sociais continuam liberadas, mas qualquer deslize pode se transformar em dor de cabeça para os gestores. “O alerta que a decisão do STJ traz é para o cuidado que os gestores devem ter ao administrar suas redes e na forma como a prefeitura realiza sua comunicação institucional”, concluiu Magno.

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