sexta, 10 de abril de 2026
Política
01/09/2025 | 17:07

COLUNA DO PRISCO PARAÍSO: Temperatura sobe no PL

Temperatura sobe no PL
 
O fim de semana foi de intensa movimentação política no PL. Afinal, na segunda metade da semana passada, voltou à tona o debate sobre a composição da chapa que será liderada por Jorginho Mello.
 
O principal motivo da turbulência é a disposição do vereador carioca Carlos Bolsonaro de se transferir para Santa Catarina. Essa possibilidade complica o preenchimento das vagas ao Senado, já que havia um entendimento de que uma ficaria com a deputada Carol De Toni, recordista de votos proporcionais em 2022, e a outra com o senador Esperidião Amin, do União Progressista, candidato à reeleição.
 
Há meses, Jair Bolsonaro chegou a falar em lançar o filho Carluxo, mas a ideia havia esfriado. Agora, reacendeu.
 
Convenhamos
 
Nas últimas semanas, Carlos Bolsonaro esteve em Santa Catarina, participou de manifestações e circulou por São José. Mas a possibilidade de sua candidatura voltou a gerar forte reação — a esmagadora maioria contrária à ideia de importar alguém “de fora” para disputar uma vaga no Senado catarinense.
 
Hã?
 
Carluxo não tem qualquer ligação com o estado. Não conhece as diferenças entre Litoral, Serra, Norte, Sul e Oeste. Sua entrada na chapa é vista como desrespeitosa com as lideranças locais — seria a segunda intervenção semelhante em quatro anos.
 
Repeteco
 
Em 2022, Jorge Seif foi imposto por Jair Bolsonaro, mesmo sem raízes catarinenses, em detrimento de lideranças locais como Kennedy Nunes. Agora, a história pode se repetir com Carlos.
 
Fenômeno
 
O problema é que a “substituída” seria Carol De Toni — deputada com atuação destacada em Brasília, já presidiu a CCJ e hoje é líder da Minoria. Ela se vê constrangida, mas deixou claro: não abre mão da candidatura ao Senado.
 
Empecilho
 
Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL, disse após conversa com Jair Bolsonaro que a candidatura será mesmo de Carlos Bolsonaro. Só que Carol não recua.
 
O risco é de que a disputa interna prejudique o projeto de reeleição de Jorginho Mello.
 
Ressurreição
 
Se houver dissidência, quem pode se beneficiar é João Rodrigues, pré-candidato ao governo pelo PSD. Apesar de enfraquecido, ele poderia captar insatisfações e recompor apoios.
 
Além disso, há a possibilidade de Carol sair do PL durante a janela partidária e buscar outra sigla — como o Novo — para disputar o Senado.
 
Por fora
 
Nesse cenário, Santa Catarina poderia ter três candidaturas conservadoras para duas vagas (Carol, Amin e Carluxo). O risco é dividir votos e permitir que a esquerda — com um nome como Décio Lima — conquiste uma cadeira no Senado.
 
História se repete
 
Já vimos esse filme em eleições anteriores. Valdemar até acenou com alternativas em outros estados para Carlos, mas o 02 insiste em ser candidato por Santa Catarina.
Ao fim e ao cabo, tudo parece girar em torno dos caprichos de Carluxo.
 
Brincadeira tem hora.

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