A psicóloga e professora universitária acusada de “atacar” a filha do empresário Roberto Justus nas redes sociais se pronunciou publicamente nesta terça-feira (8). Após a grande repercussão negativa, ela afirmou que “não teve intenção de ofender a criança” e que seu comentário foi uma “metáfora política sobre desigualdade social”, inspirada na Revolução Francesa.
“Foi um protesto simbólico contra o abismo que separa as classes no Brasil. Jamais desejei mal a uma criança. Peço perdão se fui mal interpretada”, declarou a psicóloga em nota divulgada nas redes.
A polêmica começou após a publicação de uma foto de Vicky Justus, de 4 anos, filha de Roberto Justus com a influenciadora Ana Paula Siebert. A psicóloga teria feito alusão a uma guilhotina, gerando revolta de internautas e políticos, que acusaram a professora de discurso de ódio.
Roberto Justus não se manifestou diretamente, mas amigos e aliados do empresário repudiaram o comentário e pediram providências ao Ministério Público.
A psicóloga, por sua vez, afirma que está sendo vítima de uma perseguição digital e que suas palavras foram “tiradas do contexto por bolhas políticas que se alimentam de ódio e polêmicas”.
O caso reacende o debate sobre liberdade de expressão, discurso de ódio e os limites do ativismo político nas redes sociais, especialmente quando envolvem menores de idade.