Na tarde de quarta-feira, 21 de maio, uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) foi encontrada sem vida na praia da Picama, em Balneário Barra do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina. O animal, um macho jovem com mais de nove metros de comprimento, estava em avançado estado de decomposição e sem a nadadeira caudal, o que pode indicar um tamanho total ainda maior.
A equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), vinculada à Univille, realizou a necropsia na faixa de areia com apoio das secretarias municipais de Obras e Meio Ambiente. Durante o procedimento, foram coletadas amostras de tecidos, órgãos, parasitas e conteúdo estomacal. As mandíbulas da baleia também foram preservadas. O material será analisado por laboratórios parceiros e parte dele integrará o Acervo Biológico Iperoba da Univille.
Este é o primeiro encalhe de baleia-jubarte registrado na temporada de 2025 no litoral catarinense. Embora a presença dessas baleias na região não seja incomum durante suas migrações, a ocorrência de encalhes preocupa especialistas. Fatores como mudanças na temperatura da água, poluição e atividades humanas podem estar contribuindo para esses eventos.
A baleia-jubarte é conhecida por suas longas migrações entre áreas de alimentação em águas frias e áreas de reprodução em águas tropicais. No Brasil, elas são frequentemente avistadas no litoral durante o inverno e a primavera. A espécie está listada como "pouco preocupante" pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), mas continua vulnerável a ameaças como emalhamento em redes de pesca e colisões com embarcações.
As autoridades ambientais reforçam a importância de relatar avistamentos de animais marinhos encalhados ou em situação de risco para os órgãos competentes, a fim de possibilitar ações rápidas de resgate e coleta de dados para pesquisas científicas.