quarta, 24 de julho de 2024
Geral
14/06/2024 | 10:10

Dragagem do Itajaí-Açu retira retira pedras, areia, árvores e até pneus do leito do rio

A obra de melhoramento fluvial no rio Itajaí-Açu, iniciada pelo governador Jorginho Mello no dia 11 de maio de 2024, tem diversos detalhes que pouco a pouco passam a fazer parte da rotina dos moradores de Rio do Sul. Nas primeiras ações já foram retirados do leito do rio diversos pneus e todo o tipo de lixo, incluindo até aparelhos eletrônicos como geladeira e televisão. Tudo deve ser transportado para um bote espera ou para o “Bota Fora”, espécie de porto nas beiras do rio.
 
“Esse é um grande projeto e estamos cheios de esperança de que vamos aliviar o sofrimento de quem vive na região do Médio e Alto Vale e, com recorrência, vem sendo atingido por enchentes. Sabemos que é um longo e complexo processo e estamos fazendo tudo com muita seriedade, mas a o Governo também precisa da ajuda da sociedade. As pessoas precisam se conscientizar sobre a importância de cuidar da natureza e evitar jogar lixo nas ruas. São materiais que depois acabam entupindo bueiros e também indo para os rios”, diz o governador Jorginho Mello.
 
O secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, coronel Fabiano de Souza, explica que, ao contrário do senso comum, esse tipo de serviço não pode ser feito com dragagem de sucção, como visto em praias, por exemplo. “Para um trabalho efetivo em leito de rio, principalmente que sofreu com inundações, inevitavelmente quando falássemos de desassoreamento, uma draga por sucção, não faria o serviço completo e sem dúvida nenhuma teria ainda muito problema com o equipamento. O correto é utilizar uma retroescavadeira hidráulica, porque ela precisa fazer a remoção não apenas de areia, mas solo e materiais sólidos”, explica o secretário.
 
Além de estarem preparados para encontrar todo tipo de material dentro do rio, os equipamentos também podem se adequar à profundidade das águas. Em certos locais, a distância da superfície até o fundo varia entre três metros e apenas 40 centímetros. Tudo isso foi pensado para que o processo fosse concluído da melhor maneira possível, tanto que o equipamento tem capacidade de operar em até quatro metros de fundura.
 
“A gente optou por tamanhos diferentes em função da profundidade do rio. Tem lugares que ele é mais profundo então precisa de uma lança um pouco maior e a escavadeira tem um porte maior e o peso dela também é maior. Com isso, a plataforma precisa ser maior e isso dificulta em alguns lugares a navegação. Então a gente tem uma menor, que é a de início, para ela poder navegar nos lugares mais rasos e fazer a primeira abertura e principalmente trabalhar perto do talude do rio, onde fica mais fácil. Já a outra, maior, vai na parte mais funda do rio e faz uma escavação melhor”, explicou o engenheiro responsável pelos trabalhos, Denílson Sardá.

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