quarta, 19 de junho de 2024
Saúde
05/06/2024 | 15:13

Teste do Pezinho é fundamental para detectar doenças nos bebês, alerta pediatra

O Teste do Pezinho existe há mais de 40 anos mas, no Brasil, o Programa Nacional de Triagem Neonatal foi incluído em 2001. Em Santa Catarina, foram realizados, no ano passado, cerca de 87 mil testes do pezinho. O exame é oferecido pelo SUS em mais de 1.476 Unidades de Saúde, nos 295 municípios catarinenses, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.
Para realizar o teste, os profissionais fazem uma "picadinha" no calcanhar do recém-nascido, coletam  uma amostra de sangue e colocam no papel filtro para realizar os exames. Através dele, é possível identificar doenças que são imperceptíveis nos bebês, mas que quando detectadas a tempo com intervenções geralmente simples,  é capaz de mudar o futuro da criança. Desta maneira, os médicos ressaltam que é imensurável o benefício da realização desta coleta.

REALIZAÇÃO DO TESTE
A médica pediatra, Ana Maria Huber Baur, membro da Associação Brusquense de Medicina - ABM, explica que o teste do pezinho deve ser realizado entre o terceiro e quinto dia de vida do bebê e não pode ser realizado antes, pois pode haver interferência materna no resultado.
"O exame precoce é indispensável. Quando há uma alteração, por exemplo, não significa que tenha a doença, mas há um maior risco de ter e precisa ser feito outro teste confirmatório e quanto antes for a realização, antes acontece a intervenção. Digamos que num bebê há uma alteração na tireoide, com hipotireodismo congênito, se você detectar a doença com um ou dois meses, provavelmente, já se perdeu tempo de tratar a tempo e evitar sequelas", alerta a pediatra.

AMPLIAÇÃO DO TESTE DO PEZINHO
A Pediatra lembra que, o teste do pezinho básico, aquele que atualmente é realizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde - SUS,  determina seis doenças, sendo duas endocrinológicas, hipotireodismo congênito e hiperplasia suprarenal; duas metabólicas: fenilcetonúria e déficit de biotinidase, além de uma síndrome anêmica, que é a anemia falciforme, e a fibrose cística. Porém, a partir deste ano,  como parte de um programa de ampliação do Teste do Pezinho para mais doenças, foi incluída a detecção precoce de toxoplasmose congênita.
"A toxoplasmose é uma doença infecciosa, parasitária, bastante prevalente no nosso meio. A contaminação, o contágio, acontece por ingestão de alimentos contaminados, mas também pode ser adquirida a doença através da via placentária ainda dentro do útero materno. Existe um programa para detectar, ou determinar infecção materna durante a gravidez, mas pode acontecer da mãe vir a ficar infectada durante o último trimestre da gestação, e 85% daqueles bebês não terem sintomas no momento do nascimento. Para ampliar essa detecção, fazer tratamento oportuno e evitar sequelas, que agora essa doença é incluída no Teste do Pezinho prestado pelo SUS. Vale destacar que, as sequelas da toxoplasmose podem ser bem sérias, sendo oftalmológicas, neurológicas, cognitivas, motoras e otológicas. Então, é bem importante esse acréscimo na detecção de doenças em nossos bebês", conclui a médica. 


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