segunda, 22 de abril de 2024
Saúde
04/03/2024 | 18:14

Março Azul-Marinho e Lilás: campanhas alertam sobre o câncer de intestino e colo de útero

Março é um mês de conscientização dupla, marcado pelo azul marinho, representando a luta contra o câncer de colorretal (ou de intestino), e pelo lilás, em apoio à prevenção do câncer de colo de útero. Essas campanhas têm como objetivo educar e alertar a população sobre a importância da prevenção e detecção precoce dessas doenças, que afetam milhões de pessoas em todo o mundo.

 

O câncer colorretal é uma das principais causas de morbidade e mortalidade relacionadas ao câncer globalmente. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 45.630 novos casos durante o triênio de 2023 a 2025. Em 2022, houve um aumento significativo, atingindo o maior número da década, com uma média de 265 brasileiros internados diariamente no SUS por complicações graves da doença, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, Sociedade Brasileira de Coloproctologia e FBG.

 

Um fator preocupante é que, muitas vezes, o câncer de intestino pode não apresentar sintomas em estágios iniciais, tornando a detecção precoce fundamental para um prognóstico favorável. Por outro lado, o câncer de colo de útero é altamente prevenível por meio da vacinação contra o HPV e de exames regulares de Papanicolau (Pap) para detecção precoce de lesões pré-cancerígenas. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2023 e 2025, cerca de 17 mil mulheres devem ser diagnosticadas com o tumor, causado pelo papilomavírus humano (HPV)

 

Para reduzir o risco de câncer de intestino, é recomendado adotar um estilo de vida saudável, além de evitar o consumo excessivo de álcool e tabagismo. Os exames regulares são importantes, especialmente para pessoas com mais de 50 anos ou com fatores de risco. Já o câncer de colo de útero,  a vacinação contra o HPV é crucial para meninas e meninos, enquanto as mulheres devem realizar exames de Papanicolau regularmente. 

 

Promover a conscientização é fundamental para encorajar a busca por ajuda médica. A conscientização pública, a educação sobre prevenção e a acessibilidade aos serviços de saúde são fundamentais para reduzir a carga dessas doenças e melhorar os resultados para os pacientes.


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