quarta, 28 de setembro de 2022
Geral
14/09/2022 | 17:52

FIESC apresentou a empresários novo estudo que vai mensurar o custo logístico da indústria

Aconteceu nesta terça-feira, 13, em Brusque, apresentação para representantes de empresas das regionais da FIESC no Vale do Itajaí Mirim e da Foz do Rio Itajaí, da nova edição do estudo que vai mensurar o custo logístico da indústria catarinense. O encontro está sendo realizado em diversas regiões do Estado e tem como objetivo sensibilizar o setor a participar da pesquisa.  Segundo dados do último estudo, realizado em 2017, o custo logístico das empresas catarinenses (R$ 0,14 por real faturado) está acima da média nacional (R$ 0,11) e acima do observado em outros países, como Estados Unidos (R$ 0,08).
 
“O custo logístico interfere drasticamente na competitividade catarinense e o transporte é um componente importante e que tem colocado nossos custos logísticos em índices mais elevados em relação aos nossos concorrentes”, afirmou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, lembrando que a pesquisa é realizada a cada dois anos para monitorar a competitividade de Santa Catarina na área. Ao participar da pesquisa, cada indústria receberá um diagnóstico individual dos seus custos logísticos e indicativos de melhorias. A Federação garante o sigilo absoluto dos dados informados.
 
O estudo é parte integrante do Programa Catarinense de Logística Empresarial – PROCALOG, coordenado pela Federação das Indústrias, e executado em parceria com o Laboratório de Desempenho Logístico da UFSC, sob a coordenação do Professor Carlos Taboada e da GETMS/FIESC. Segundo o professor, a logística não é só o transporte, mas também inclui armazenagem, gerenciamento de estoques, processamento de informação e administração.
 
“As empresas são muito eficientes do ponto de vista de produção, e estão esbarrando em problemas logísticos na hora de comercializar o produto ou de receber a matéria prima. Isso onera muito o desempenho das empresas, pois existe um problema de caráter externo, como de infraestrutura, de transporte”, frisa Taboada.  “Esse estudo vai oferecer um diagnóstico completo sobre qual é o custo da logística, (...), onde poderá atuar para reduzí-los e, os reduzindo, significa mais dinheiro no caixa”, completa. 
 
NECESSIDADES REGIONAIS
O empresário Marcus Schlosser, diretor da FIESC e presidente do Sindicato Patronal Têxtil - Sifitec, que representou o vice-presidente regional da Federação, Edemar Fischer, destacou a importância deste estudo para o setor. 
 
“Há muito tempo a Indústria de Santa Catarina tem enfrentado problemas decorrentes da falta de uma estrutura logística de transporte, situação essa que afeta diretamente a sua competitividade. E há bastante tempo a FIESC vem promovendo estudos e encaminhando pleitos para as diversas esferas do governo, pressionando por soluções concretas que visem eliminar esse "gargalo" a um maior crescimento. Esse estudo com a atualização dos dados do setor industrial é sumamente importante para que se possa continuar a defender a indústria de Santa Catarina e exigir soluções”, descreveu.
 
Na região da Foz do rio Itajaí, onde está o segundo maior porto em movimentação de contêineres do país, a situação não é diferente, conforme opina o vice-presidente regional da FIESC na Foz, Maurício Cesar Pereira, que participou do encontro. 
 
“Nós somos o Estado mais industrializado do país, mas na outra mão, temos recebido muito poucos recursos. O resultado é um problema sério na logística, quando a empresa produz e coloca o seu produto fora da fábrica para levar ao destino final. Itajaí, por exemplo, sofre muito com o transporte rodoviário, (...) as estradas estão congestionadas, as rodovias estão esburacadas e tudo reflete no custo da logística. Então, é muito importante que o empresário integre esse programa que a FIESC está se propondo a fazer gratuitamente”, concluiu Pereira. 

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