terça, 21 de setembro de 2021
Saúde
13/05/2021 | 10:51

Fabrício, 24 anos, precisa de ajuda para transplante de pulmão

Os sonhos de todo jovem na faixa etária dos 25 anos é adquirir estabilidade financeira, constituir família, empreender. Fabrício Cotinho Furtado [24 anos], de Navegantes, sonha apenas poder respirar livre dos aparelhos. Ele é portador de fibrose cística, uma doença genética crônica que afeta principalmente os pulmões, pâncreas e o sistema digestivo. O primeiro obstáculo, que é chegar à idade adulta, Fabrício já venceu. Mas com o passar dos anos seu quadro vem se agravando e agora a única coisa que pode salvar sua vida é um transplante de pulmão. Só que, além da agonizante espera de um órgão compatível, ele precisa apresentar os quesitos básicos necessários para entrar no protocolo de espera. 
 
O caso de Fabrício é acompanhado pelo Ambulatório de Fibrose Cística do Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, e o transplante deve ser realizado no Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Mas para entrar na lista de espera, com 1,8 metro de altura, ele precisa atingir o peso mínimo de 61 quilos. Hoje ele pesa 55 quilos e necessita de uma dieta especial [via sonda que vai diretamente para o estômago, por meio de gastrostomia] para atingir essa meta. No entanto, o suplemento alimentar tem alto custo e não é fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Hoje a única coisa que me exclui do protocolo é o baixo peso”, relata Fabrício.
 
Contraponto
 
Fabrício já procurou a Secretaria de Saúde de Navegantes para que o município adquira esta dieta, mas não obteve resposta. Após sua última internação em Florianópolis ele trouxe dieta suficiente para 15 dias, prazo que está se esgotando. Procurada, a secretaria de Saúde informou em nota que “... ele já passou pelo nutricionista do município, mas não deu entrada com os documentos necessários para as assistentes sociais avaliarem liberarem as suplementações”. Afirmação que o paciente contesta. O paciente disse que conversou com a nutricionista do município, inclusive pegou um suplemento em pó, mas que não atende suas necessidades. A secretaria de Saúde informa ainda que “o município irá entrar em contato com ele novamente, por telefone, na quinta-feira (13), para orientá-lo diretamente ou algum familiar.”
 
O nutricionista do Hospital Nereu Ramos, César Ricardo Ortiga, que acompanha o quadro nutricional do paciente, explica que muitos portadores de fibrose cística têm dificuldade de ganhar peso, o que é o caso do Fabrício. “No caso do paciente de Navegantes, para que ele consiga entrar no protocolo de transplantes, uma das metas é atingir um peso compatível para uma boa recuperação”, explica o nutricionista. 
Como a quantidade ingerida por via oral quase sempre fica abaixo das necessidades do paciente, acrescenta Ortiga, ele precisa compensar a oferta nutricional por uma dieta “oligomérica”, que já impactou no ganho de alguns quilos desde que saiu do hospital. “Até tentamos outro tipo de dieta, via oral, porém, ele distendeu muito o abdômen”, arremata o especialista.
 
Necessidades 
 
Fabrício também têm muitas outras despesas que vem sendo difícil para a família bancar. “Não consigo trabalhar, a doença tem me consumindo muito e meu tempo tem sido para o tratamento. Hoje eu faço uso do oxigênio praticamente 24 horas”, conta. 
 
Embora ele receba os medicamentos do SUS e tenha ganho do Estado um concentrador, um cilindro e uma bolsa de oxigênio portátil, suas despesas são altas e sua única fonte de renda é o auxílio Benefício de Prestação Continuada (BPC), no valor de R$ 1.100,00. “Mas isso não é suficiente. Minha mãe, que faz trabalhos esporádicos como costureira, me ajuda, e meu pai [que trabalha como latoeiro em Belém] e minha irmã [técnica de enfermagem ] me ajudam quando podem. Mas vivemos basicamente do meu auxílio e ainda pagamos aluguel”. 
 
Fabrício ainda viaja com frequência para a capital gaúcha para os exames necessários para o transplante. Ele, acompanhado sempre da mãe, faz os deslocamentos em uma ambulância cedida pelo município, mas são bastante cansativos no seu caso, que está com os pulmões bastante comprometidos. A doação de passagens aéreas e também o auxílio com recursos financeiros seria crucial para Fabrício no momento pelo qual está passando. O conheça pelo Instagram @fabriciocfk ou entre em contato pelo e-mail fabricio378@hotmail.com. 
 
“Navegantes tem grandes comércios, indústrias, porto, construtoras. A ajuda destas empresas, e também de pessoas físicas, seriam cruciais nesse momento tão difícil pelo qual estamos passando”, diz. Fabrício é natural de Belém do Pará e veio com a mãe e irmã para Navegantes com 16 anos, porque Santa Catarina oferece melhores opções de acompanhamento e tratamento para a fibrose cística. 

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