terça, 21 de setembro de 2021
Saúde
05/05/2021 | 11:23

Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos revela a realidade da automedicação indiscriminada

Remédio não é brincadeira e o país mantém o dia 5 de maio como data que alerta a população sobre os riscos à saúde causados pela automedicação. O objetivo é ressaltar o papel do uso indiscriminado de medicamentos e a automedicação como principais responsáveis pelos altos índices de intoxicação por remédios. Segundo o diretor técnico do Hospital Marieta, o médico cardiologista Cristiano Alexandre Ferreira, o dado oficial é alarmante: 72% das pessoas no Brasil se automedicam. As consequências são danosas e vão da dependência química à intoxicação, alergia, choque anafilático, insuficiência renal e até desencadeamento de problemas no coração que podem levar à morte. “A pessoa não deve se automedicar nunca. É muito difícil a gente pedir isso porque muitas vezes não se tem acesso ao sistema de saúde. Mas o melhor é evitar ao máximo se automedicar. O ideal mesmo é que a medicação seja prescrita de preferência por um médico”, esclarece. 
A primeira indicação para evitar os riscos é não aceitar orientações de pessoas leigas. É importante saber que o que faz bem para uma pessoa nem sempre faz bem para a outra. Se necessário, como medida paliativa até conseguir ser atendido por um médico, vale conversar com o farmacêutico, que contribuirá de maneira eficaz com medicação em alguns níveis, como nos casos de sintomas leves. A ideia é apenas resolver a dor por algumas horas, até que possa conversar com um especialista. “Casos com sintomas graves, como dores intensas fortes na cabeça, no peito, falta de ar, a recomendação é não fazer a automedicação e nem contar com a ajuda na farmácia. O ideal é ir direto a um Pronto Socorro, porque lá o médico vai fazer uma avaliação mais aprofundada e prescrever as medicações mais indicadas”, destaca o diretor técnico do Hospital Marieta. 
A busca pelo Pronto Socorro também precisa ser feita caso surjam sintomas após tomar o remédio por conta própria, como manifestações na pele, febre, náusea, vômito e alguma dor no estômago. O médico pondera que, em situações como esta, o adequado é suspender a medicação e procurar logo um Pronto Socorro para evitar danos maiores. “A diferença entre um remédio funcionar como remédio ou como veneno é a dose que é aplicada. Às vezes um simples paracetamol para dor pode ser transformado em veneno se a dose aplicada for muito alta. Por isso, a importância da prescrição por um profissional médico, um profissional de saúde”, justifica. 
 
Remédios podem viciar
Os remédios que mais causam vício nas pessoas são os remédios para dormir, os antidepressivos e os remédios para dor. A percepção do vício é quando o paciente utilizava o remédio apenas quando tinha dor, depois para controlar dores leves e, por fim, quando passa a tomar o medicamento antes mesmo de ter a dor. “Quando chega nesse momento, nós já estamos diante de um paciente com vício, de um paciente dependente daquela droga e aí a atuação tem que ser muito mais intensa, porque é necessário que a pessoa seja encaminhada a um psiquiatra, ou que seja realizado o desmame daquela medicação pelo médico que a prescreveu”, acentua o diretor técnico do Hospital Marieta, o médico cardiologista Cristiano Alexandre Ferreira. E o processo também deve ser difícil. O trabalho de retirada da medicação pode gerar sintomas como falta de ar, dor no peito, alguma complicação cardiológica como uma arritmia...  tudo isso pela síndrome de abstinência.
 
Dicas sobre o uso de medicamentos
•         Atenção ao uso: caso se sinta mal ou suspeite de reações adversas a medicamentos, procure auxílio de um médico;
•         Evite a automedicação: utilizar medicamentos por conta própria ou sem indicação de um profissional de saúde pode ser perigoso;
•         Utilize o remédio da maneira correta: use seus medicamentos na dose prescrita, nos horários corretos, pelo tempo indicado e da forma adequada;
•         Faça o descarte e armazenamento adequados: descarte os medicamentos em coletores próprios, não utilize remédios vencidos, evite guardar em lugares quentes e úmidos;
•         Sempre esclareça suas dúvidas: não fique com dúvidas sobre como utilizar seus medicamentos, procure sempre ajuda do médico, do farmacêutico ou da equipe de saúde.

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