quarta, 14 de abril de 2021
Política
07/04/2021 | 14:11

Política em efervescência em Santa Catarina

Pelos corredores do poder, cabeças coroadas do mundo político já começam a especular uma eventual chapa para o pleito estadual de 2022. Depois de formada a espinha dorsal do governo interino de Daniela Reinehr faz até sentido em se falar nos nomes do senador Jorginho ao governo, da própria Daniela novamente de vice (com a possibilidade também do nome do prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, do PP) e de Gelson Merisio (PSDB) ao Senado.
 
A nominata, sem dúvidas, se apresentaria com viabilidade política e eleitoral. Mas está faltando combinar com os russos. Ou melhor, com os partidos. Especialmente no caso de Gelson Merisio. Será que tucanos de plumagem espessa como Geovania de Sá, Clésio Salvaro e os deputado estaduais aceitariam essa negociação para uma candidatura de um neo tucano ao Senado? A menos, claro, que Merisio se abrigue em outra legenda.
 
Outro aspecto a ser considerado é a questão legal envolvendo Daniela Reinehr. Se ela permanecer no governo, só poderia, por exemplo, disputar a reeleição. Caso Moisés da Silva volte ao cargo, ela seria a opção para novamente concorrer à vice. E para qual partido ela iria, uma vez que saiu do PSL? Para o PL? Ou seja, em termos do espectro partidário, o quadro se estreita com estes nomes.
 
O fator 06
 
Há, contudo, outra situação a ser considerada nesta especulação. O secretário nacional da Pesca, Jorge Seif, articula nos bastidores sua candidatura ao Senado. Com as bênçãos de Jair Bolsonaro, por quem é tratado como o 06, tamanha sua proximidade com o presidente e com a família.
 
Homem de palavra
 
Acordo firmado também com a palavra do senador Jorginho Mello durante o descanso de Bolsonaro no Carnaval em São Francisco do Sul. Neste caso, já estariam sobrando nomes para os espaços disponíveis, pois só uma vaga em disputa à Câmara Alta. Evidentemente que muita saliva será gasta daqui até as convenções partidárias, mas o cenário vai apontando alguns caminhos e até situações praticamente sem volta, como a candidatura de Mello ao governo.
 
Coluna Prisco Paraíso

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