quarta, 24 de fevereiro de 2021
GERAL
29/01/2021 | 14:54

Acessibilidade em Libras Possibilita Inclusão Cultural em Evento Online

A acessibilidade em Libras (Linguagem Brasileiras de Sinais) possibilita a inclusão cultural das pessoas com deficiência auditiva, viabilizando o acesso à diversidade cultural brasileira. Um exemplo disso foi o 4º Festival Catarinense de Culturas Afro do Vale do Itajaí, transmitido pelo youtube nos dias 16 e 17 de janeiro, com a presença de intérpretes de Libras durante as 5,5 horas de programação. Este foi o maior evento de valorização da diversidade cultural afro-brasileira já realizado em Itajaí/SC.

O processo de inclusão social e cultural tem aumentado gradativamente nos últimos anos. O Instituto Campeões da Vida, organizador do festival, promove a acessibilidade em Libras em todas as suas ações culturais, educacionais e esportivas. ?Nosso objetivo é que a comunidade surda se habitue a buscar atividades culturais e encontre sempre uma programação acessível?, comenta a produtora Ana Clara Marques.  Durante o festival pessoas surdas se manifestaram no chat do Youtube, dizendo que pela primeira vez puderam conhecer a história e a diversidade das culturas afro-brasileiras.

O festival iniciou-se no Museu Histórico, onde a diretora Evelise Moraes Ribas abordou que apesar da grande contribuição da população negra para a construção da cidade de Itajaí, existem poucos objetos no acervo do museu, representativos da etnia afrodescendente para contar essa história. Houve diversas entrevistas, abrangendo moda afro; a simbologia das expressões religiosas de matriz africana; exposições de pintura dos orixás e fotografia dos modos de ser e viver do povo. Deu-se espaço também para contar a história das organizações representativas da etnia afro-brasileira. Apresentações de maracatu, samba de coco, música afro indígena trouxeram a alegria e energia para o evento. Os tambores e cantos tradicionais estiveram presentes no 2º Encontro Catarinense de Ogans. Inovou-se por integrar artistas de rua para pintura em azulejo ao vivo, e, um Eco Designer que realiza o reaproveitamento de madeira trazida pelo mar. Contou-se também a história da construção do busto do Negro Simeão, que tornou Itajaí um destaque nacional, por ter o primeiro museu com busto de figura histórica negra.

Segundo o idealizador do evento e gestor do Instituto Campeões da Vida, professor Reinaldo Velasques, ?este festival mostrou grande pluralidade cultural ao unir a tradição e a inovação, artistas desconhecidos e celebridades, religiosidade e empreendedorismo, história e arte. A invisibilidade cultural foi superada, com acessibilidade.? As imagens continuam disponíveis no youtube do Instituto Campeões da vida, dando longevidade ao evento.

Este projeto foi aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura de Itajaí e os recursos vem da isenção do ISS. O patrocínio é da Fundação Cultural de Itajaí, Prefeitura Municipal e as empresas APM Terminals e Scansource Brasil Distribuidora de Tecnologias Ltda, apoio ACM Produções & Eventos, realização Instituto Campeões da Vida.

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