sábado, 11 de julho de 2020
19/05/2020 - 17:25

Fampesc avalia que crédito do Pronampe é essencial para micro e pequenas empresas sobreviverem à crise

Tema foi tratado com o senador Jorginho Mello, em reunião virtual que também marcou a mudança na presidência da Federação

O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, é um avanço essencial para o segmento enfrentar a crise causada pela pandemia do coronavírus, mesmo com alguns vetos. A avaliação é de líderes da Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais de SC (Fampesc), que reuniram-se nesta terça-feira (19) com o senador Jorginho Mello (PL-SC), autor do projeto e presidente da Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas. A federação quer agilidade para que os benefícios cheguem efetivamente aos pequenos negócios, responsáveis por mais da metade dos empregos formais no país. 

 

A Lei concede uma linha de crédito especial para pequenas e microempresas pedirem empréstimos de valor correspondente a até 30% de sua receita bruta obtida no ano de 2019. O senador Jorginho Mello ressaltou que o Pronampe vai continuar mesmo após a pandemia. ?É a realização de um sonho do empreendedor e uma conquista permanente, que pode gerar um volume de R$ 190 bilhões em empréstimos?, anunciou. Por meio de um Fundo Garantidor de Operações, a ser gerido pelo Banco do Brasil, a União concederá uma garantia de até 85% do valor emprestado. O empréstimo poderá ser dividido em 36 parcelas, com taxa de juros anual máxima igual à Taxa Selic (atualmente em 3% ao ano), acrescida de 1,25%.

 

O encontro virtual teve a presença de mais 100 pessoas, entre lideranças políticas e associativistas do estado, inclusive do presidente da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais (Conampe), Ercilio Santinoni. A reunião também marcou a troca de comando na Fampesc. Alcides Andrade passou a presidência para Rosi Dedekind - que ocupava a vice-presidência -, para dedicar-se ao Projeto Associativismo 4.0 junto à Conampe. O mandato vai até o início de 2021.

 

?O grande problema que temos enfrentado na questão do crédito é a dificuldade junto aos bancos. De nada adianta existir o dinheiro se não chega na ponta. Esta nova medida é histórica e acreditamos que a situação vai mudar de fato?, disse Rosi Dedekind. ?A pandemia está quebrando as micro e pequenas empresas e a consequência já é um grande desemprego. As soluções precisam ser urgentes. Por isso, a Lei Jorginho Mello pode ser a luz no fim do túnel. Vamos estar atentos e fiscalizar para que seja aplicada?, completou.

 

VETOS

 

Alcides Andrade lembrou que a Fampesc contribuiu para a elaboração da proposta do senador catarinense. ?Em primeiro lugar, é importante comemorar a sanção da Lei Jorginho Mello. Outra boa notícia dada pelo senador é que a carência de oito meses, incluída nos vetos, voltará a fazer parte com a regulamentação da lei?, adiantou. A queda da não obrigatoriedade de consulta ao SPC e Serasa também preocupa. ?Ainda assim, o banco pode emprestar, mesmo com o empreendedor negativado. Um caminho, por exemplo, é ser usado o Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central?, observou.

 

ASSOCIATIVISMO 4.0

 

O Projeto Associativismo 4.0 junto é uma iniciativa inovadora, baseada na revolução digital, com objetivo de transformar a atuação de associações empresariais do segmento. Coordenado por Alcides Andrade, o trabalho será feito em todo o país, em parceria com o Sebrae Nacional. ?O projeto torna-se ainda mais importante neste momento de crise da Covid-19, quando as empresas são forçadas a se reinventar para sobreviver. Nosso foco será melhorar o ambiente de negócios, aproximando ainda mais as entidades dos empreendedores, com um benefício concreto e altamente conectado com os novos tempos, que exigem uma atitude mais ousada dos líderes associativistas?, explicou.

 

NOVA PRESIDENTE

 

A nova presidente da Fampesc é empresária do ramo de hotéis e restaurantes de Joinville (SC). Rosi Dedekind tem uma importante história no associativismo, junto à Associação de Joinville e Região da Micro, Pequena e Média Empresa (Ajorpeme), inclusive como presidente, e à própria Fampesc. Sua trajetória é marcada também pela atuação no Conselho Municipal do Turismo de Joinville (Comtur), do qual também foi presidente, no Conselho Estadual do Turismo e na Unidestinos ? União Nacional de CVBs e Entidades de Destinos. ?Melhores condições de crédito, reformas estruturantes, como a tributária, e ações que proporcionem um melhor ambiente de negócios continuam como nossas prioridades?, destacou Rosi Dedekind.

Terça, 07 de julho de 2020
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