domingo, 23 de fevereiro de 2020
13/02/2020 - 18:53

Reagir à proposta da BR-101 Sul vale à pena?, por Mario Cezar de Aguiar

O movimento contra a proposta de concessão da BR-101 (trecho sul) pode ser prejudicial para os catarinenses. Uma ação judicial adiará ainda mais os investimentos na segurança, integridade e fluidez do eixo. Estrada ruim é sinônimo de óbitos, aumento dos custos logísticos, danos ao meio ambiente, além de perda da competitividade. Sabemos que a justiça não é uma alternativa célere. A falta de manutenção da rodovia exigirá investimentos quatro vezes maiores para sua restauração.

A atitude é temporalmente inoportuna. A Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) cumpriu o rito e a transparência exigidos. Foram quatro meses disponíveis para manifestação por escrito ou verbal, nas três audiências públicas. Prazo razoável para fazer uma análise fundamentada, articular um movimento e se contrapor ao proposto.

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) não só participou das audiências como analisou tecnicamente a proposta, concluindo pela coerência do plano de exploração. Nas audiências, sugerimos a aplicação de parte dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para implantar o pedágio por quilômetro rodado.

A reação é fundamentada principalmente na discrepância da tarifa proposta com a praticada no trecho norte. Ora, os valores foram definidos pelo volume de tráfego e projeção de receita e investimentos. É também uma tarifa de referência, sujeita ao deságio, que no caso do trecho norte foi de 60%.

Questiona ainda o número e a disposição das praças de pedágio. Enfatizamos que não se trata de definição aleatória. Foi considerado o melhor arranjo para viabilizar R$ 3,9 bilhões de investimentos e a remuneração do investidor.

O fato é que, no caso, um processo judicial deverá ser pautado em argumentações no âmbito da engenharia e da economia financeira. Não será fácil contrapor um plano de exploração que passou pelo crivo do Tribunal de Contas da União. O mesmo possui capacitação e experiência na área.

Por isso, deve haver uma reflexão sobre os reais benefícios do gesto, considerando a complexidade do tema, que é estratégico para o desenvolvimento socioeconômico do Estado e para o futuro da BR-101.


 

Por Mario Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc

Sexta, 21 de fevereiro de 2020
Dada a largada para o Carnaval de BC
Sexta, 21 de fevereiro de 2020
Nelson Abrão se filia no Progressistas
Sexta, 21 de fevereiro de 2020
MS Marina atraca no Porto do Rio Grande
anuncie no Jornal | comunicar erro | fale conosco
Todos os direitos reservados - 2009-2015 Jornal dos Bairros