domingo, 17 de novembro de 2019
08/11/2019 - 11:51

5º Festival de Surf para Autistas promete reunir 200 crianças e jovens em Balneário Camboriú

Proposta do evento surgiu há seis anos, quando Túlio Ferri iniciou um projeto diferenciado na sua escola - a Surf Escola BC - e começou a oferecer aulas para autistas

Já virou tradição. A areia da Praia Central de Balneário Camboriú se transformará, mais uma vez, um em quintal de aventura e experimentação para crianças e jovens de diferentes cidades do Brasil. No próximo sábado, 9 de novembro, 200 crianças autistas de diferentes terão o privilégio de deslizar sobre o mar durante o 5º Festival de Surf para Autistas. Com início às 9h, o evento é uma competição divertida e repleta de atrações na água e na areia, bem em frente à rua 2.500, no centro da cidade.

 

Nesta quinta edição, convidados mais do que especiais formarão o corpo de juri do festival: Klaus Kaiser (locutor da WSL - Campeonato Mundial de Surf), Luli Pereira (juiz da WSL) e Picuruta Salazar (10 vezes campeão brasileiro de surf). Na areia e no mar, mais uma vez, cerca de 20 jovens e adolescentes com Síndrome de Down participarão como voluntários.

 

Para participar do festival, as crianças não precisam saber surfar e todos recebem medalha de campeão. ?Nossos anjos azuis estão evoluindo muito neste esporte. Pela primeira vez, faremos uma bateria especial com 4 surfistas autistas disputando o troféu de campeão. Serão dois atletas de Florianópolis, um de Balneário Camboriú e um de São Paulo. Esta bateria tem o intuito de deixar claro que as pessoas com autismo vão longe, basta incentivar?, explica Túlio Ferri, instrutor de surf e idealizador do festival.

 

A proposta do evento surgiu há seis anos, quando Túlio iniciou um projeto diferenciado na sua escola - a Surf Escola BC - e começou a oferecer aulas para autistas. As aulas são acompanhadas por uma psicóloga, com apoio da AMA Litoral (Associação de Pais e Amigos dos Autistas). Foi desta iniciativa que surgiu a ideia de elaborar o festival.

 

O evento ganhou proporções surpreendentes e as inscrições online para os participantes são sempre preenchidas em poucas horas. ?Toda pessoa que não foi diagnosticada com uma deficiência intelectual é considerada neurotipica. O normal nada mais é que um ponto de vista. Pessoas com down ou autismo são normais. Se todos assimilarem desta forma, ficará mais fácil compreender e aceitar as diferenças?, explica Túlio Ferri.

Quarta, 13 de novembro de 2019
PM prende homem por furto em BC
Quarta, 13 de novembro de 2019
Inep divulga hoje gabaritos oficiais do Enem
anuncie no Jornal | comunicar erro | fale conosco
Todos os direitos reservados - 2009-2015 Jornal dos Bairros