sábado, 30 de maio de 2020
05/11/2019 - 11:04

Preço da cesta básica apresenta quarta queda consecutiva, em Itajaí

Clima contribuiu para baixa no custo dos produtos in natura

Pelo quarto mês seguido o preço da cesta básica apresenta redução, em Itajaí (SC). Desta vez, a queda foi de 1,95%, passando de R$388,94 em setembro para R$381,36 em outubro. Os dados são do Projeto Cesta Básica Alimentar da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que elabora o indicador mensal com monitoramento da Uni Júnior. A pesquisa foi feita em nove supermercados de Itajaí, nos dias 30 e 31 de outubro.

Do painel de 13 produtos analisados, sete produtos tiveram redução de preço e contribuíram para esta baixa do custo total da cesta básica, foram eles: o tomate (23,14%); a batata (18,80%); a farinha de trigo (13,40%); a banana branca (7,57%); o pão (4,65%); o açúcar (4,04%) e o óleo de soja (0,58%). Apesar da queda no custo total, seis produtos da cesta apresentaram alta em seus preços, são eles: o leite LV (31,39%); o arroz (8,15%); o café em pó (7,41%); o feijão preto (4,52%); a carne (1,18%) e a manteiga (1,11%).

Os pesquisadores chamam a atenção para a farinha de trigo e seu subproduto, o pão, ambos apresentaram queda em seu custo. Segundo eles, a redução deve-se à baixa do preço do trigo no mercado internacional e à estabilidade no comportamento do dólar. Já o arroz acompanhou a alta do feijão, junto com a dinâmica do mercado brasileiro que teve aumento de preço. Outro destaque da pesquisa é a alta no valor da carne, que apesar de ser um percentual pequeno, possui peso de 35,33% no custo total da cesta, o que contribuiu para que a queda do preço da cesta básica não fosse maior.

?Os dados da pesquisa revelam que o consumidor da região ainda não melhorou o seu padrão de consumo, ou seja, a queda na renda reflete no padrão de consumo. Outra questão é o clima, importante fator na variação de preço no mercado, principalmente os in natura. Quando o preço sobe muito, atrai novos ofertantes ao mercado, aumentando a oferta e consequente queda no preço", comenta o professor Jairo Romeu Ferracioli, economista e professor responsável pelo projeto. Para os próximos meses, o docente defende que os preços dependerão das condições climáticas, do preço dos combustíveis (petróleo e álcool) e do custo da energia elétrica.  

Poder de compra do trabalhador

 

Com essa queda houve uma ligeira melhora do poder de compra do trabalhador assalariado. O custo da cesta básica sobre o salário mínimo passou de 38,97% em setembro para 38,21% em outubro, acima do custo de referência de 33,34%. Em termos de horas de trabalho para aquisição da cesta são necessárias 84 horas e 04 minutos de um total de 220 horas mensais.

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