domingo, 26 de janeiro de 2020
10/09/2019 - 16:29

Primeiro leilão da ANP no ano teve 33 blocos arrematados

Bônus arrecadado com blocos exploratórios foi de R$ 15,3 milhões
 
 
O primeiro leilão da Oferta Permanente, realizado hoje (10), pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), terminou com 33 blocos arrematados nas bacias Sergipe-Alagoas, Parnaíba, Potiguar e Recôncavo, e mais 12 áreas com acumulações marginais, nas bacias Potiguar, Sergipe-Alagoas, Recôncavo e Espírito Santo.
 
O bônus total arrecadado com os blocos exploratórios foi de R$ 15,32 milhões, com ágio médio de 61,48%. A previsão de investimentos é de R$ 309,8 milhões.
 
Nas áreas com acumulações marginais, também levadas ao leilão desta terça-feira (10), o bônus total somou R$ 6,98 milhões, com ágio médio de 2.221,78% e previsão de R$ 10,5 milhões em investimentos. ?A ideia é facilitar o investimento. Essa atividade é que vai gerar royalties, arrecadação e empregos. Acho que o número de contratos é significativo para a gente ter hoje nessas áreas?, disse o diretor-geral da ANP, Décio Oddone.
 
Para Oddone, entre os fatores positivos da sessão pública do 1º Ciclo da Oferta Permanente está a diversificação de empresas vencedoras, com participação das de pequeno porte. ?É muito positivo. Várias empresas de pequeno porte, algumas novas para o público, aparecendo. É exatamente o que a gente estava esperando?, disse.
 
?É o início de uma jornada, e espero que essa jornada seja cada vez mais bem-sucedida?, disse.
 
Mercado
Odonne destacou que no leilão desta terça-feira (10) quem se manifestou foi o mercado e não a ANP, ?e isso ocorreu porque as condições estavam dadas para este tipo de manifestação?. Segundo ainda o diretor da ANP, foi importante o modelo adotado. ?Acho que o mais importante é o mecanismo adotado. Mudou o modelo. Antes, a ANP escolhia quais as áreas que achava interessante e sempre era um número limitado de áreas. Não necessariamente eram as áreas em que o mercado achava potencial. O grande mérito da oferta permanente é a inversão do mecanismo. Agora, quem decide quais são as áreas que interessam é quem está interessado nas áreas e não o poder concedente?, explicou.
 
De acordo com Odonne, o investidor agora tem mais tempo de analisar as oportunidades e escolher em qual pretende adquirir. Disse ainda que o novo modelo de licitação de oferta permanente de um portfólio de blocos e áreas com acumulações marginais para exploração e produção de petróleo e gás natural, permitiu a participação de empresas menores.
 
?A gente tem hoje um conjunto de 600 blocos que já estão disponíveis na oferta permanente. Esse conjunto vai ser ampliado para 2.000 blocos, aproximadamente. A próxima onda vamos lançar no início do ano que vem. Depende de processos internos da ANP de aprovação dos blocos e de licenciamento prévio de órgãos ambientais. O ano que vem esse estoque aumenta?, adiantou.
 
?Em alguns anos, vamos ter todo o território brasileiro, em terra em bacias sedimentares, todas sob o regime de oferta permanente e todas offshore que já foram ofertadas?, acrescentou.
 
Oddone lembrou que este foi o primeiro leilão em 20 anos sem a participação da Petrobras, ?e ainda assim se mostrou um sucesso?. Ele disse que não se pode comparar com a dimensão do pré-sal, mas nos leilões realizados de 2017 até agora, houve 72 blocos contratados e apenas nesta terça-feira foram 33 blocos e 12 áreas com acumulações marginais. ?É absolutamente simbólico?, observou.
 
A secretária interina de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Renata Isfer, disse que o resultado é muito positivo, na perspectiva da importância de se fazer uma revitalização no setor e estimular a produção onshore. ?Acaba que com os olhos de todo mundo no pré-sal, ela ficou meio de lado, sem ter tido muitos avanços nos últimos tempos, mas a gente vê que há um potencial grande do Brasil e, além disso, é muito bom para a geração de empregos e desenvolvimento da indústria do próprio país. Isso está muito alinhado e esse resultado foi de extremo sucesso. Tivemos 10 empresas diferentes que ganharam no leilão. A gente teve 33 blocos e um grande valor. Foi tudo muito positivo?, disse à Agência Brasil.
 
Otimismo
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que participou da abertura do leilão, disse que ficou satisfeito com o primeiro leilão do ano. ?Claro que estou [satisfeito]. É o primeiro leilão de petróleo e gás deste ano e tivemos duas ofertas vencedoras, uma onshore e outra offshore. Isso vai de encontro com os programas e com as políticas do Conselho Nacional de Política Energética. Acho que está dando tudo certo?, disse ao deixar o leilão após as primeiras aquisições.
 
Sobre os próximos três leilões previstos para outubro e novembro, o ministro também se mostrou otimista. ?Serão um sucesso e isso mostra também que o novo mercado de gás já apresenta resultados quando a gente vê a Eneva [empresa brasileira integrada de energia que atua nos setores de geração, exploração e produção de petróleo e gás natural e comercialização de energia elétrica], lá do Maranhão, ofertando e ganhando?, destacou.
 
Publicado em 10/09/2019 - 16:02Por Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro
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