sábado, 20 de julho de 2019
15/05/2019 - 09:33

Prefeitura e Águas de Camboriú lançam campanha "Rio Camboriú Sem Plástico"

Oceano de plástico não é apenas uma metáfora. Até o ano de 2050, prevê-se que o mar terá mais peso em plástico do que em peixes, de acordo com estudo divulgado durante o Fórum Econômico Mundial de Davos. Para ajudar a trazer o tema para o debate e incentivar boas práticas no ambiente escolar, a Fundação do Meio Ambiente (Fucam) e a Águas de Camboriú, com o apoio da Secretaria de Educação, acabam de lançar a primeira edição da campanha ?Rio Camboriú Sem Plástico?.

A ação prevê arrecadar itens plásticos com a ajuda de alunos do 3º ano, professores e coordenadores das escolas de Camboriú por um período de 35 dias, com o objetivo de dar a destinação correta aos materiais. Cada turma de 3º ano será uma equipe, que terá de 20 de maio a 25 de junho para coletar os resíduos. O material deve ser entregue limpo nas escolas sob orientação do professor ou responsável pela turma, que fará a quantificação e validação dos itens. Os professores deverão fazer registros fotográficos e em vídeo. A turma que arrecadar mais itens plásticos será a campeã e terá direto a um dia no Parque Beto Carrero World. ?O foco é plantar uma sementinha para gerar mudança de hábito nas escolas e um novo olhar sobre a gestão do lixo na nossa cidade?, explica a presidente da Fucam, Liara Rotta Padilha.
 
Todo o material arrecadado pelo ?Rio Camboriú Sem Plástico? será recolhido pela coleta seletiva municipal nos dias 26 e 27 de junho e transportado para a Praça das Figueiras no dia 28, quando será feita a divulgação dos resultados com a entrega dos prêmios. Após o término da campanha, todo o conteúdo recolhido será destinado à reciclagem. ?O propósito da campanha conversa diretamente com o lema da empresa que é o de movimentar a vida e preservar o meio ambiente, trazendo saúde e qualidade de vida às pessoas?, observa a diretora executiva da Águas de Camboriú, Thais Galina.
 
A turma que ficar em segundo lugar ganhará um passeio experiência estudantil para o Museu Oceanográfico da Univali, em Balneário Piçarras. O terceiro, quarto e quinto lugar visitarão o Projeto Tamar em Florianópolis, as cavernas de Botuverá e o Parque Natural da Atalaia, em Itajaí, respectivamente.
 
O impacto do lixo nos rios e mares
 
Mesmo que o lixo plástico seja descartado corretamente ele pode ir parar no oceano por meio da chuva e do vento. Segundo o Greenpeace UK, a cada ano são despejados nos oceanos cerca de 12,7 milhões de toneladas de plástico, desde garrafas e sacos plásticos até canudos. O grande problema é que o microplástico é tão abundante que acabou se tornando parte do ecossistema. Plânctons e pequenos crustáceos se alimentam deles, se intoxicam, e, consequentemente, fazem o mesmo ao serem comidos por pequenos peixes. O processo vai se repetindo até chegar aos grandes peixes, como o atum, e, finalmente ao próprio ser humano.
 
Outro problema é o fato de o microplástico absorver com facilidade outros tipos de poluentes que se encontram no mar, como pesticidas, metais pesados, poluentes orgânicos persistentes (POPs) e bisfenóis. Isso faz com que o nível de contaminação aumente e os danos à saúde sejam ainda maiores. Entre os problemas de saúde causados pelos POPs e bisfenóis estão diversos tipos de disfunções hormonais, neurológicas, reprodutivas e neurológicas.
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