sexta, 19 de julho de 2019
07/05/2019 - 09:45

Preço do gás natural preocupa indústria do Estado

Empresários do setor temem perda de competitividade. Presidente da SCGÁS afirma que vai conversar com os consumidores a partir de agosto

Os empresários do setor industrial de Santa Catarina estão atentos a um possível aumento de preço do gás natural para o ano que vem. Com a negociação de um novo supridor do insumo em andamento, lideranças já assumem que o valor vai subir, mas ainda não há projeção definitiva. Há apreensão quanto ao aumento dos custos de produção. 

Hoje, o Estado tem o gás natural mais barato do país. Para o presidente da Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS), Willian Anderson Lehmkuhl, a tendência é de que o valor fique mais próximo ao praticado em outros estados.

Segundo ele, a empresa está tomando medidas para evitar um aumento muito significativo. Uma das ações foi realizar uma chamada pública junto a outros estados para ter ganho de escala e segurança. Outro fator é o diálogo com os consumidores para a construção de contratos individuais, de acordo com a realidade de cada um. 

O diretor técnico-comercial da empresa, Rafael Longo, diz que a SCGÁS recebeu 12 propostas de supridores e que "o nível de precificação nos deixou bastante felizes". A competição entre fornecedores é um dos motivos apontados.

"Na grande maioria, as indústrias não têm alternativa", disse o presidente da câmara de energia da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Otmar Müller. Segundo ele, as fábricas são tecnologicamente preparadas e cativas para o gás natural. 

"A gente está com apreensão e aguardando o resultado da chamada pública. A gente sente que haverá sim um aumento do gás e nós vamos ter que nos adequar a isso. Nós podemos ter até algum prejuízo de competitividade, perda de mercado", disse.

Uma alta no preço do gás natural atinge diretamente a indústria, responsável por 80% do consumo no Estado. Os principais setores atingidos são o de produção de vidros e o de materiais cerâmicos. Segundo o cronograma, os novos preços passarão a valer a partir de 1º de abril de 2020.

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