quarta, 17 de julho de 2019
02/05/2019 - 10:27

Maio Roxo: Atenção às doenças inflamatórias intestinais

Problema pode interferir na convivência familiar e social

Durante todo o mês de maio, o Grupo de Estudos da Doença Inflamatória do Brasil (GEDIIB) juntamente com clínicas e outras entidades e centros de estudos que se dedicam às doenças do aparelho digestivo, abrem espaço para falar sobre doenças inflamatórias intestinais (DIIs). O Maio Roxo tem o objetivo de conscientizar sobre o problema diagnosticado em qualquer idade, principalmente no pico da juventude, por volta dos 30 anos.

As doenças inflamatórias intestinais afetam significativamente a qualidade de vida dos pacientes, devido aos sintomas como diarreia crônica, dor abdominal recorrente, anemia crônica e fadiga. Com isso, interferem também na convivência familiar e social, desenvolvimento profissional e até mesmo na vida sexual.  

"Pacientes com este diagnóstico podem ter deformidades como fístulas e outros tipos de lesões que não afetam somente o intestino. São diagnosticados também problemas oculares, articulares, de pele, aftas orais, de vias biliares, fígado e dificuldades de ganho de peso, situação que abrange 30% dos portadores da inflamação", explica Juliana Stradiotto Steckert, coloproctologista da clínica Gastro Medical Center, em Florianópolis, apoiadora da campanha.

A Retocolite Ulcerativa (RCU) e a Doença de Crohn (DC) são as principais dessas enfermidades. Apesar de serem mais comuns em países desenvolvidos, os casos vêm aumentando em países em desenvolvimento, incluindo o Brasil.

"O motivo é que pessoas menos expostas a infecções na infância ou condições anti-higiênicas, perdem microrganismos potencialmente 'benignos? ou não desenvolvem um repertório imune suficiente porque não tiveram contato com organismos agressivos", esclarece a médica.

Apesar das DIIs não terem cura, quando tratadas adequadamente, há melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes diminuindo-se o índice de complicações.

 

Câncer de intestino

Pacientes diagnosticados com DIIs têm maior risco de câncer colorretal e após oito ou 10 anos do diagnóstico, é recomendada a realização periódica de colonoscopia.

 

Doença de Crohn

A doença de Crohn pode se manifestar em qualquer parte do tubo digestivo (da boca ao ânus), sendo mais comum no final do intestino delgado e do grosso. O diagnóstico é feito por meio da colonoscopia com biópsia. Outros exames como exame contrastado do intestino delgado, tomografia computadorizada, ressonância magnética, cápsula endoscópica, enteroscopia e exames laboratoriais, na dependência dos sintomas, auxiliam na identificação das alterações típicas.

 

Retocolite ulcerativa

A retocolite ulcerativa caracteriza-se por inflamação da mucosa do intestino grosso, apresentando diarreia crônica com sangue e anemia. O reto quase sempre está afetado, sendo às vezes o único segmento. Não há lesões no intestino delgado, o que constitui característica da doença, muitas vezes sendo o fator primordial para diferenciá-la da doença de Crohn. A inflamação pode vir a se tornar muito grave, com hemorragias maciças e perfuração intestinal, necessitando de cirurgias de urgência. O diagnóstico é feito principalmente pela colonoscopia com biópsias.

Terça, 16 de julho de 2019
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