sexta, 19 de julho de 2019
01/03/2019 - 13:44

Período de Carnaval exige atenção redobrada, alerta médica infectologista

Segundo Joana D'arc Gonçalves, médica da Aliança Instituto de Oncologia, um dos responsáveis pelo aumento considerável no número de casos é o abuso do álcool e o descaso dos foliões

Faltam apenas alguns dias para o carnaval, uma das épocas mais aguardadas pelos brasileiros. Famoso pelas festas, blocos e desfiles, o período também representa o registro de um alto índice de casos de infecções sexualmente transmissíveis, as IST's. Pensando nisso, a médica infectologista Joana D'arc Gonçalves, da Aliança Instituto de Oncologia, preparou algumas dicas de como prevenir e evitar o contágio.

Dentre os métodos preventivos, Joana cita o uso do preservativo como o principal aliado contra as infecções, mas que pode, e deve, ser acompanhado de outras intervenções, como as vacinas contra o HPV (papilomavírus humano) e hepatites A e B, que devem ser divididas em três doses. A especialista complementa que a pessoa deve iniciar a prevenção antes do feriado. "A vacinação deve ser feita com antecedência, pois o organismo demora alguns dias para produzir os respectivos anticorpos", pontua.

Outro ponto abordado pela médica infectologista é alta prevalência de doenças de transmissão respiratória e através de secreções, principalmente pelo beijo, como a mononucleose, citomegalovírus, herpes labial, entre outras.

A falta de higiene e o mau estado de conservação dos banheiros químicos disponíveis durante as festas e blocos de rua, é outro aspecto que deve se considerado, pois estes podem ser criadouros de diversas bactérias. "Algumas doenças são adquiridas por contato, como por exemplo o HPV, que pode ser transmitido através de um possível contato com região pubiana, uso de roupas íntimas e toalhas, que podem transmitir germes", acrescenta.

Há tratamento?
Joana destaca que para o tratamento ser eficaz é preciso que o diagnóstico seja precoce. "Quanto antes, melhor. Depois de uma relação sexual desprotegida, consentida ou não, deve-se procurar os serviços de saúde de imediato, mesmo que não haja manifestação clínica, pois algumas doenças não apresentam sintomas e as manifestações são tardias", ressalta.

Quinta, 18 de julho de 2019
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