domingo, 25 de agosto de 2019
07/01/2019 - 16:40

Presidente do BB confirma venda de ativos; “concorrência que se cuide"

 

ublicado em 07/01/2019 - 16:19

Por Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil  Brasília

O novo presidente do Banco do Brasil, Rubens Novaes, confirmou hoje (7) que pretende vender parte dos ativos da instituição e afirmou estar livre do drama que antes contrapunha o interesse dos acionistas minoritários e do governo. ?A concorrência que se cuide?, afirmou.

?Entendemos que alguns ativos do banco não guardam sinergia com suas atividades principais e, nestes casos, realmente consideraremos os desinvestimentos?, disse Novaes durante a cerimônia de transmissão do cargo, na sede do banco, em Brasília. Ele não detalhou quais ativos seriam diluídos.

Novaes destacou a necessidade de a participação em determinadas atividades desempenhadas pelo banco ser diluída. ?O ministro [da Economia] Paulo Guedes tem falado comigo sobre esse tema? afirmou.

?O que se pretende para algumas atividades lucrativas, que se valem da força do banco para prosperar, é a abertura para o mercado de capitais e a busca de parceiros complementares, sempre buscando destampar e evidenciar valores antes despercebidos ou desconsiderados nos registros contábeis?, disse ele.

Em uma cerimônia que contou com a presença do vice-presidente Hamilton Mourão e do ministro Paulo Guedes, a quem chamou de amigo de longa data, o novo presidente do BB destacou que assume o cargo livre de interferências indevidas do mundo político. Rubem Novaes substitui no cargo a Marcelo Labuto.

?Sendo empresa de capital aberto, mas com o controle da União, nem sempre foi harmoniosa a relação dos acionistas privados com o controlador [governo]?, disse Novaes. ?Estou livre deste drama, pois o mandato que recebo eh plenamente compatível com o interesse os minoritários?, afirmou.

Sintonia

Em seguida, o ministro Paulo Guedes repetiu pontos que já havia levantado na cerimônia da posse de Novaes, mais cedo no Palácio do Planalto, afirmando que o governo deve, sim, promover distribuição de renda e programas sociais, mas sem comprometer a rentabilidade dos bancos públicos.

Guedes também condenou o aparelhamento de instituições públicas por interesses particulares que teria ocorrido no passado. ?O aparelho de estado brasileiro foi ocupado, e cada um foi lá, cada grupo de interesse, cada grupo corporativo foi lá e pegou um pedaço, pegou uma teta. Sempre perguntando: ? que eu posso tirar do Brasil?? Nosso grupo tem a mentalidade que é o contrário: o que nós podemos dar ao país??, disse Guedes.

O ministro aproveitou a ocasião para negar ruídos entre os membros do governo. ?Todo mundo acha que há discussão entre nós, uma briga. Somos uma equipe muito sintonizada?, afirmou.

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