terça, 16 de outubro de 2018
14/04/2018 - 20:19
Foto: Marcos Porto

Oficina a céu aberto atrai visitantes da Volvo Ocean Race em Itajaí

Todo trabalho da equipe de manutenção pode ser acompanhado de perto na Vila da Regata

Após enfrentar ondas gigantes, nevascas, ventos fortes e correntezas indescritíveis durante a sétima perna da Volvo Ocean Race, os veleiros das equipes competidoras aportam em Itajaí para fazer a manutenção necessária até a próxima largada. Içados por guindastes, os barcos são reparados pela equipe de manutenção da Volvo ? e os visitantes acompanham tudo de perto. Pintura, polimento, conserto de cabos, parte elétrica e peças que sofreram avarias no trajeto estão entre os trabalhos realizados.

?Foi uma etapa muito complicada pelos mares do sul e agora nós temos que arrumar os componentes que foram danificados. Eles precisam estar em perfeitas condições para velejar outra vez e de maneira igual?, explica o espanhol Álvaro de Haro, chefe de engenharia da Volvo Ocean Race.

No mini estaleiro montado na Vila da Regata em Itajaí, cerca de 40 profissionais especializados em engenharia naval trabalham na manutenção dos barcos. Os técnicos da Volvo assumem os veleiros após o fim de cada etapa e arrumam todos os problemas, evitando assim modificações e mantendo os barcos em iguais condições até a próxima largada.

''Somos os profissionais mais qualificados para esse processo, pois foi a Volvo Ocean Race que construiu os sete barcos. Tudo depende de detalhes, a diferença de um barco para o outro são pequenas coisas, como pintura, polimento e ajuste das peças'', comenta o engenheiro espanhol.

Além dos profissionais da Volvo, os times contam com um grupo de especialistas, que são chamados de shore team ou equipe de terra, para auxiliar nesse processo. Um exemplo disso é o veleiro Vestas 11th Hour Racing, que teve o mastro quebrado durante a sétima etapa, próximo ao Cabo Horn, e está vindo para Itajaí com uma equipe técnica a bordo, que já faz alguns consertos no barco. A previsão é que o veleiro chegue no Brasil entre domingo e segunda-feira (15 e 16).

Em terra, o barco do time Vestas 11th Hour Racing ainda receberá um novo mastro. De acordo com a organização da regata, são quatro mastros avulsos disponíveis para atender às equipes em caso de incidentes. Os equipamentos ficam em navios próximos às paradas da Volvo Ocean Race. O mastro para o Vestas veio de caminhão de Paranaguá até Itajaí. Além dele, o veleiro da equipe Sun Hung Kai/Scallywag também está a caminho da Vila da Regata para a próxima etapa.

Nos dois casos, as equipes terão que correr contra o tempo para fazer os reparos necessários. O chefe de engenharia da Volvo Ocean Race, Álvaro de Haro, não tem dúvidas de que vai dar tempo até a largada. ?Tudo depende da quantidade de gente e o tempo para trabalhar. Se a gente tiver menos tempo, vamos chamar mais profissionais e se for preciso trabalhar 24 horas por dia, nós vamos trabalhar. Mas sei que as tripulações de Scallywag e Vestas 11th Hour Racing já estão adiantando o serviço?, relata.

Oficina a céu aberto

Toda essa movimentação das equipes pode ser acompanhada de perto em Itajaí. Além do The Boatyard, onde ficam peças e a velaria, os barcos que competem na regata são içados próximo ao píer da Vila da Regata, onde é possível visualizar todo trabalho de manutenção. Na tarde deste sábado (14), as equipes faziam polimento de alguns veleiros ? quanto mais polido, maior é a velocidade que o barco pode atingir na competição.

O casal Georgia Mallon e Mauro Bergamini, do Paraná, esteve visitando a Itajaí Stopover pela primeira vez neste sábado. Apaixonados pelo mar, os dois viajam frequentemente em um barco a motor e ficaram impressionados com a organização da Regata Volta ao Mundo. ?É espetacular, impressionante toda essa estrutura?, contou Georgia, enquanto observava os barcos e tirava fotos.

Segunda, 15 de outubro de 2018
Honda Civic é roubado no centro de Piçarras
anuncie no Jornal | comunicar erro | fale conosco
Todos os direitos reservados - 2009-2015 Jornal dos Bairros