terça, 10 de dezembro de 2019
17/01/2011 - 00:00

Pesquisa revela que material escolar pode custar até 125% mais caro

Os pais poderão levar um susto ao comprar o material escolar. Se não ficarem atentos e pesquisarem bastante poderão sofrer um desfalque no orçamento familiar, já que os preços variam em até 125% de uma papelaria para outra. Isto é o que mostra a pesquisa de material escolar realizada pelo Procon de Itajaí no dia 13 de janeiro em seis papelarias da cidade.

 

Entres os itens pesquisados estão cadernos, lápis, papel sulfite, régua, apontador, cola e tesoura. Desses itens os que apresentaram as maiores diferenças de preços entre os estabelecimentos pesquisados foram a caneta hidrográfica com mais de 500%, esquadro plástico com 340%, seguido pela régua plástica com 316% de diferença entre um estabelecimento e outro.

 

Na pesquisa não é levada em consideração a qualidade nem a marca dos produtos e tão somente os menores preços praticados para cada item da lista. Já os produtos com as menores diferenças de preços foram a tinta guache 15ml com 17%, o caderno pequeno 60 fls com 27%, seguido pela caixa de massa de modelar com 6 um variando até 31 % entre uma papelaria e outra.

 

?Se o consumidor optasse por comprar um item de cada da lista somente onde era mais caro teria que desembolsar R$ 51,58. Já o consumidor mais atento que pesquisa bastante e que compra somente os produtos mais baratos teria que arcar com somente R$ 22,86, ou seja, 125% a menos do que aqueles que comprassem somente os produtos mais caros? explica o Procurador Chefe do Procon, Rafael Martins Seara.

 

Entre 2010 e 2011 houve um aumento de 7%. Já entre 2009 e 2011 a lista pesquisada pelo Procon teve um aumento acumulado de 3,7%.

 

Dicas para compras:

 

Na lista de materiais escolares não devem constar produtos de uso comum, como papel higiênico; sabonete; toalha; esponja; algodão; fita, cartucho ou tonner para impressora, álcool, CD, giz, talheres e copos descartáveis.

 

Já com relação as folhas de papel A4, o Procon informa que só é permitido às escolas pedir uma resma por aluno. Mais do que isso é considerado abuso. As escolas também não podem exigir marcas nem indicar estabelecimentos para a compra dos materiais, a não ser quando somente um estabelecimento venda o produto solicitado.

 

Nunca leve crianças para fazer as compras de material escolar, pois hoje existe uma industria especializada em seduzir nossas crianças oferecendo produtos que custam mais caro por ter uma capa mais bonitinha ou com o personagem infantil preferido da garotada.

 

Antes de sair às compras, verifique quais os itens que restaram do período letivo anterior e avalie a possibilidade de reaproveitá-los. Em seguida, faça uma pesquisa de preços em diferentes estabelecimentos.

 

Algumas lojas concedem descontos para compras em grandes quantidades, portanto, se for possível, reúna um grupo de consumidores e discuta sobre essa possibilidade com os estabelecimentos.

 

Forma de pagamento: caso a escolha seja pelo pagamento à vista, não deixe de pechinchar. Pagamentos com cartão de crédito são considerados à vista e, portanto, o preço não deve sofrer alteração. Se a alternativa for o pagamento a prazo é preciso checar e comparar as taxas de juros. Para compras com cheques pré-datados, faça com que as datas sejam especificadas na nota fiscal e no verso dos cheques como forma de garantir o depósito na data combinada com a loja.

 

A nota fiscal deve ser fornecida pelo vendedor. Em caso de problemas com a mercadoria é necessário apresentá-la, portanto, exija sempre nota fiscal. Ao recebê-la, cheque se os produtos estão devidamente descritos e recuse quando estiverem relacionados apenas os códigos dos itens, o que dificulta a identificação. Se os produtos adquiridos apresentarem algum problema, mesmo que estes sejam importados, o consumidor tem seus direitos resguardados pelo Código de Defesa do Consumidor. Os prazos para reclamar são: 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para os duráveis (no caso de vícios aparentes).

 

Nunca faça compras com ambulantes e camelôs. Apesar do preço ser mais em conta, eles não fornecem nota fiscal, o que pode dificultar a troca ou assistência do produto se houver necessidade.

 

Fique de olho nas embalagens de materiais como colas, tintas, pincéis atômicos, fitas adesivas, entre outros, que devem conter informações claras, precisas e em língua portuguesa a respeito do fabricante, importador, composição, condições de armazenagem, prazo de validade e se apresentam algum risco ao consumidor.

 

Quanto ao uniforme escolar, veja se existe esta obrigatoriedade na escola em questão e quanto o custo deste irá influenciar no orçamento final. Somente se a instituição educacional possuir uma marca devidamente registrada poderá estabelecer que a compra seja feita na própria escola e/ou em terceiros pré-determinados.

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