sábado, 14 de dezembro de 2019
10/01/2011 - 00:00

Clima úmido e chuvoso contribui para proliferação do caramujo africano

Nestes três primeiros meses do ano as chuvas se intensificam e o excesso de umidade facilita a proliferação do caramujo africano. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde, através do Departamento de Vigilância Epidemiológica, pede o apoio da população para manter os cuidados no controle do molusco.

 

Segundo levantamento do Núcleo de Controle de Zoonoses, Av. Beira Rio, São Vicente, Promorar, Bambuzal, Dom Bosco e Murta são as regiões com maior registro de surgimento do caramujo. O setor está recebendo uma média de seis ligações diárias, geralmente com dúvidas de como fazer a catação manual e o procedimento de eliminação. Algumas pessoas também solicitam a limpeza do terreno, mas cabe ao próprio morador executar este serviço.

 

?Quando o caramujo africano for encontrado nas residências é de responsabilidade do proprietário que deverá fazer a catação periódica dos mesmos e enterrá-los em buraco de pelo menos 50 cm. Não há necessidade de colocar sal, cal ou enterrar em um saco. Lembrando que as mãos devem estar protegidas e o quintal deve ser mantido limpo (sem entulho, mato ou lixo), para evitar a proliferação?, informa a Coordenadora do Núcleo de Controle de Zoonoses, Ieda Passos.

 

Para fazer a catação é preciso ficar atento para recolher todos os ovos, que são esféricos, amarelados e ficam semi-enterrados. A Coordenadora ainda esclarece que no caso de terrenos baldios a Secretaria de Urbanismo deve ser comunicada para que seja feita a notificação do proprietário para a devida limpeza do terreno.

 

?Caso passe o prazo de até 60 dias e o proprietário não limpar o terreno, a prefeitura pode fazer a limpeza e cobrar no IPTU do mesmo. No entanto, em casos extremos que possam afetar a saúde a publica o pedido pode ser feito para a Secretaria de Obras, sem precisar esperar o prazo dado pela Secretaria de Urbanismo?, afirma.

 

Manter a propriedade limpa, com capinação periódica e livre de lixo, entulhos, materiais de construção como tijolos, telhas, madeiras são as principais medidas para evitar a proliferação do caramujo africano. É importante que as conchas não sejam deixadas nos quintais, já que no período de chuva podem servir de criadouros para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

 

O telefone de atendimento do Núcleo de Controle de Zoonoses é o 3249-5571. Na Secretaria de Urbanismo o contato pode ser feito através do número 3341-6076.

 

Caramujo Africano

 

O caramujo-gigante africano (Achatina fulica) possui concha com listras marrom-avermelhadas e escuras intercaladas com listras mais claras verticais. A borda da concha é mais afiada. A simples manipulação desses moluscos vivos pode causar contaminação, pois dois tipos de microorganismos perigosos são encontrados em sua secreção.

 

Um deles é o Angiostrongytus costaricensis, causador da angiostrongilíase abdominal, doença que pode resultar em morte por perfuração intestinal, peritonite e hemorragia abdominal. Os sintomas são dor abdominal, febre prolongada, anorexia e vômito.

 

O outro é o Angiostrongylos cantonensis, causador da angiostrongilíase meningoencefálica humana, que tem como sintomas dor de cabeça forte e constante, rigidez na nuca e distúrbios do sistema nervoso.

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